sexta-feira, 20 de maio de 2011

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" Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal".





Eu não tinha um lugar pra ir, ou pra me esconder, parecia que ficar numa praça publica era a melhor solução a se fazer.
Os Volturi não me atacariam ali, não em uma praça em Los Angeles. Ali tinham testemunhas, eu ganharia tempo suficiente?
Talvez não! Mesmo estando em uma situação de vida ou morte, eu não estava triste ou angustiada.
Até que eu estava feliz, afinal tinha me livrado da "prisão eterna"...Tinha me livrado das ordens de Aro, e das maldades de Jane.
Estava orgulhosa de mim, e da minha atitude.
Nunca me preocupei com a minha vida, e não era agora que começaria.
A unica coisa que me preocupava era a garotinha que tinha em meus braços, ela era tão frágil e pequena!
Não deixaria eles a matarem!
Eu aceitava o modo como eles viviam, mais matar uma recém-nascida era demais!
Olhando aquele pequeno rosto, eu vi a salvação, e também o fim.
Será mesmo que apenas um bebê era a salvação da humanidade?
Que uma garotinha tinha tantos poderes, em suas mãozinhas pequenas?
Eles me chamaram de fraca porque não pude matá-la, em certo ponto eu era mesmo.
Eu nunca consegui matar ninguém, ainda mais um bebê.
Não sei o que me deu a cabeça, quando tirei ela dos braços grandes de Felix, e fugi.
Talvez eu tivesse perdido o pouco de insanidade que ainda me restava. Talvez!
Mas não me arrependo de nada, nem de um só segundo.
Não havia salvado a menina porque queria usar o seu poder ao meu favor, eu só queria que ela tivesse a vida que eu não tive.
As possibilidades que eu não tive.
Comecei a imaginar como ela seria quando crescesse.
Ela poderia ser médica, ou talvez advogada.
Encontraria o amor de sua vida, e teria filhos.
Seria feliz!
Olhando aquele rostinho pequeno e doce, lembrei-me da minha pequena Mary.
Ela também era muito pequena quando parti, ela só tinha 4 anos.
Mesmo convivido pouco com ela, eu a amava muito.
Nunca esquecerei a minha pequena Mary!
Ela era minha doce irmãozinha.
A dor começou a envadir o meu peito, era como se tivesse tirando um pedaço do meu coração paralisado.
Mas a dor era a única forma de ficar perto de Mary.
O que havia acontecido com ela, em sua vida humana, antes de morrer naquele lugar?
O que levaria minha mãe, colocar sua filha caçula em um manicômbio?
Nunca encontraria respostas para estas perguntas.
A pequena estava dormindo tranquilamente em meus braços.
Mas quanto tempo eu ficaria com ela?
Se eu a deixa-se Demetri certamente a encontraria.
E Aro venceria novamente, como sempre.
Isso eu não podia permitir!

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