sexta-feira, 19 de agosto de 2011
O Outro Lado - Capitulo 25º Parte 02
Capítulo 25: Paternidade – segredos revelados parte 2
O grande segredo dela enfim foi revelado,
Levando-me até o inferno,
E me prendendo lá.
Sinceramente, não sei o que faço,
Nada mais parece certo, nada mais parece confiável.
Os dois lados foram separados,
Enquanto estou perdida entre eles.
Não existe o bem ou o mal,
Nem o certo ou o errado.
Existe apenas o que mentiu menos.
As palavras dela ecoavam em minha mente inúmeras vezes, sufocando minha cabeça e meus pensamentos.
O mundo parecia ter desmoronado em cima de mim, deixando tudo completamente sem sentido. E, por mais que eu tentasse não acreditar naquelas palavras dolorosas, algo dizia - me que era real e que estava muito longe de terminar.
Sim, aquele pesadelo era real e estava muito longe de terminar.
Meus pensamentos estavam confusos. Eu não conseguia entender absolutamente nada, por mais que tentasse muito.
Era como se eu estivesse trancada em uma parte do meu celebro que simplesmente não conseguisse raciocinar claramente.
Todas as possibilidades passaram-se pela minha mente, tentando encontrar respostas diretas.
Eu estava trancada em uma bolha que apenas repetiam as ultimas palavras que meus ouvidos escutaram, sem entendê-las de fato. E, a cada segundo passado, a voz ecoava em meus ouvidos mais alta, mais forte. Eram gritos torturantes, fazendo minha cabeça doer em chamas.
Minhas mãos foram até meus ouvidos automaticamente, tentando parar com aquilo de uma vez por todas.
Como se não fosse possível, a dor ficou ainda mais forte; arrancando um gemido alto de meus lábios.
Minha cabeça explodiria á qualquer segundo, acabando finalmente com aquela tortura. Porém, até que isso não acontecesse, a dor ainda continuaria ali, intacta.
Pude sentir lágrimas em meu rosto, fazendo meus cabelos longos e escuros grudarem em meu rosto.
As lágrimas continuaram escorrendo sem freio por muito tempo indo de encontro até minha boca, deixando aquele sabor salgado tão conhecido para mim.
Eu não conseguia saber exatamente ao certo quanto tempo fiquei chorando e sentindo aquela dor. Tudo o que meus pensamentos sabiam era que algo não estava certo. Não podia estar.
Aquilo era horrível demais para conseguir aceitar. Meu mundo estava afundando em um oceano de tristeza e eu não podia fazer absolutamente nada, além de ficar olhando de perto tudo afundar e desaparecer para sempre.
Meus últimos sonhos estavam desaparecendo como o vendo, me impedindo de enxergá-los. Porém, eu ainda podia senti-los ali no fundo do meu ser. Eles estavam bem ali, mas eu não poderia tocá-los ou alcançá-los.
– Eu vou te contar toda verdade. – a voz dela ecoou ao longe, me fazendo olhar para sua direção. Seus olhos marcantes se encontraram com os meus, segundos depois. Ela me olhava de um jeito que era totalmente novo para mim, como se realmente se importasse pela primeira vez na vida comigo. Aqueles olhos brilhantes carregavam um sentimento que eu nunca pensei que existisse ali: Dor. A mesma dor cruel e torturante que existia em mim. – Eu sinto tanto, minha filha. – ela choramingou com a sua voz ainda mais fraca que antes. Era como se o ar estivesse lhe faltando, a fazendo querer chorar. – Eu vou te fazer entender... – sua voz soou ainda mais fraca – o que jurei, segundos atrás, não ser possível. Sua respiração ficou ainda mais lenta, como se doesse respirar, como se a dor fosse grande demais para suportar. Mas eu não poderia a deixar me enganar tão facilmente. Não quando a mulher que estava ali era a mulher que mais tinha prazer em me fazer sofrer. Ela era a pessoa que mais sabia fazer isso, como se simplesmente fosse como respirar. Fácil demais. – Vamos conversar em um lugar mais reservado. – disse ela olhando em volta, procurando um lugar não especifico.
A dor tinha me deixado tão desnorteada que me fez esquecer completamente de onde me encontrava. Olhei rapidamente para o corredor mais movimentado do que antes.
Aquele não era o lugar certo para ter aquela conversa.
Minha mente ficou um pouco mais clara, me fazendo esquecer por um segundo a dor que me torturava cruelmente. Mas aquilo só durou apenas um segundo, logo a lembrança me fez a sentir ainda mais forte que nunca.
– Eu sei onde podemos ter essa conversa. – disse minha mãe, me fazendo olhá-la por um segundo. Ela estava aparentemente melhor do que antes; seus braços estavam ao redor de si, lhe abraçando com força; Sua respiração estava um pouco mais rápida do que antes – o que não era uma coisa muito boa. Ou exatamente uma melhora. – Venha. – ela chamou sinalizando com a mão ao mesmo tempo em que falava.
Lhe segui tomando um pouco mais de distância do que o necessário. Me protegendo da maldade que eu sabia que existia naquela mulher.
Ela poderia parecer uma pessoa passiva agora, mas não me enganava.
Eu era a pessoa que mais sabia o que ela era capaz de fazer. Principalmente comigo.
Ela tinha suas armas para me atacar, mas eu tinha as minhas para me defender. Não a deixaria fazer como nas ultimas vezes, despedaçando e pisando em meu coração sem dó e nem piedade.
A dor que ela me fez passar tinha me ensinado muito bem como ela poderia ser má, como ela poderia ser terrivelmente cruel. Justamente por isso que eu já esperava qualquer coisa vendo dela, mesmo que ela fosse minha mãe. Porque, simplesmente, ela nunca tinha sido uma. Muito menos para mim.
Meu coração já estava calejado demais para não ter aprendido a lição com todos os exercícios que a vida me deu.
Eu já tinha aprendido minhas lições e não cometeria os mesmos erros idiotas.
Eu tinha aprendido muito bem com os exemplos e, terrivelmente, tinha decorado muito bem quais eram eles. Tinha decorado tão bem que aquilo estava gravado em mim de tal forma que seria impossível esquecer. Impossível não lembrar de quão grande era a dor e de como ela poderia ser cruel e poderosa.
Não, certamente, eu não cometeria os mesmos erros...
Minha mãe parou de andar, parando em frente á uma porta qualquer de madeira escura. Ela me encarava com as sobrancelhas erguidas e seus lábios em um bico forçado.
Andei lentamente até ela, sem nem ao menos ter qualquer presa. Minha mãe revirou os olhos, aceitando aquilo como uma provocação – o que era a minha verdadeira intenção.
Eu mostraria a ela o quanto à dor que ela me fez passar tinha me mudado deixando aquela menininha para trás. Mostrando-lhe que eu não iria simplesmente abaixar minha cabeça e a deixar me machucar. Eu estava cansada demais para fazer isso. Cansada como se tivesse envelhecido anos em poucos minutos. Como se a presença dela sugasse todas as minhas forças vitais.
Eu estava tão cansada de ver os outros pisarem em meu coração como se fosse um lixo qualquer. Cansada de sofrer pelos outros. Cansada de simplesmente sofrer...
Cheguei a sua frente respirando fundo, a minha batalha interna estava longe de terminar.
Era a batalha que mudaria tudo, mudaria o percurso das coisas.
Ou eu continuaria sendo a menina que sempre fui; deixando os outros fazerem o que quiserem de mim. Ou deixaria aquele lado mais forte meu aparecer, transformando toda dor presente em mim em raiva, me libertando. Por que, de certa forma, a raiva conseguia ficar maior que a dor, deixando tudo mais fácil. Eu transformaria a dor em raiva, me obrigando a seguir em frente. Vivendo de qualquer maneira...
Adentrei na sala que minha mãe escolhera, passando por ela sem tocá-la ou encará-la.
A porta se fechou segundo depois que entrei, me fazendo cruzar os braços e esperar.
Eu tinha parado de frente para minha mãe, olhando sem medo em seus olhos, com o ar de força que me tomava pela raiva.
Ela respirou fundo, me encarando com a mesma intensidade de volta. Seus olhos me queimavam, enquanto os meus lhe faziam a mesma coisa.
– Parece que você tem algumas coisas para me falar. – disse apertando os meus braços com mais força em minha volta. Minha voz estava tão transformada pela raiva que chegava a chocar. Não era eu quem estava falando ali e sim a minha raiva, a minha dor. Por mais que eu lutasse para não deixar aparecer, aquilo ainda doía muito. Se eu deixasse a minha dor aparecer, acabaria lhe mostrando o quão fraca eu realmente era, e isso eu não poderia fazer. De alguma forma, minha mãe era minha pior inimiga. Olhar-lhe me lembrava de tudo que Ted me fez, me fazendo olhá-la com nojo supremo. Ela era tão suja quanto ele, o que me fazia acreditar que eram a mesma pessoa. – Parece que você ainda não cansou de tentar me machucar. Vive tentando alguma coisa nova. – sorri amargamente, lembrando da ultima vez que nos encontramos. Lembrando de como ela tinha defendido Ted e me humilhado. Se eu fechasse os olhos seria capaz de reviver tudo de novo. Mas, certamente, eu não queria reviver nada daquilo. Eu apenas queria esquecer. – Tenho que te dar os parabéns, você desta vez quase me fez acreditar que estava falando a verdade. Você realmente me surpreendeu. – o sarcasmo praticamente escorria em minhas palavras. Os olhos dela tinham uma faísca de dor que me deixou por um segundo abalada. Eu não poderia me deixar enganar por um olhar de dor, não depois de tudo o que ela me fez. O meu sorrido aumentou de qualquer forma, enquanto eu lhe aplaudia. – Parabéns. Desta vez você se superou...
– Pare. – ela disse com firmeza, me interrompendo. Ela fechou os olhos com fúria, antes de sussurrar: – Eu ainda sou a sua mãe.
– Não parecia quando você estava praticamente me chamando de vadia. – retruquei ainda com a voz cheia de ódio, mas totalmente calma.
– Sei que fui longe demais com você... – ela disse com a voz meio abalada, abrindo os olhos e me encarando com certo receio.
– É, você foi sim. – minha voz perdeu o tom de calma, mudada para dor. – Mas isso não pareceu incomodar você. Você nunca se importou mesmo com os meus sentimentos. Tudo o que você queria era me fazer sofrer. – me aproximei dela, dando um longo passo à sua frente. – Você sempre esteve ocupada demais me machucando para ligar para os meus sentimentos.
– Eu sei... – ela choramingou – derrotada -, fechando os olhos com força. – O que eu fui não foi nem de perto uma mãe. Mas, entenda, - ela abriu os olhos, mostrando aquela dor que eu não queria perceber. – Eu tive os meus motivos, filha. Eu posso não ser a mãe que você merece, mas tudo o que eu fiz até hoje foi para te proteger.
Foi como um tapa na minha cara. Doeria menos se tivesse sido. – Me proteger? – disse incrédula, entre dentes, praticamente gritando. – Não se protege ninguém assim...
– Eu sei. – ela me interrompeu, novamente. – Como eu disse antes, “tive motivos para fazer o que fiz”. – ela se aproximou de mim. – Eu te amo tanto, minha filha. – ela sussurrou, como se tentasse tirar a dor que se alastrava por meu ser. Eu não podia acreditar que ela realmente me amava. Eu me obrigava a não acreditar em nenhuma só palavra que saia de sua boca. – Se você soubesse o quanto você é importante para mim, me entenderia pelo menos um pouco. – ela se aproximou mais ainda, olhando-me com aqueles olhos que eram tão estranhos para mim. Em seguida, sua mão estava em meu rosto, alisando com cuidado a maçã de meu rosto. Eu não poderia me lembrar de quanto tempo ela não fazia qualquer carinho em mim. Mas tinha a quase certeza que nunca tinha sentido seus dedos me fazendo carinho. E aquilo era bom. Inacreditavelmente bom.
Aquele carinho me fazia sentir algo que nunca pude sentir realmente: amor de mãe vindo dela. Fechei meus olhos com força, deixando as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, deixando a verdadeira tristeza aparecer. Ao mesmo tempo em que aquele toque me fazia sentir a melhor sensação do mundo, me machucava. A dor de nunca ter tido uma mãe me atingiu ao mesmo tempo em que seus dedos. Eu simplesmente não conseguia acreditar que nunca tinha sentido aquela sensação que era tão normal para todo o mundo. Aquilo era tão novo e desconhecido que chegava a doer.
– Você sempre foi um sonho para mim. Quando eu tinha a sua idade, tudo o que eu mais queria era ter uma filha que me deixasse orgulhosa. E agora, eu tenho... – disse minha mãe, depois de alguns minutos. Escutei o soluço alto vindo dela. Sua respiração estava fraca demais, como se ela obrigasse a si mesma guardar o choro dentro de si. – Você é tudo no mundo que eu sempre quis. Tudo no mundo que eu mais me orgulho... Que mais amo. Você é a melhor filha que alguém poderia ter.
Eu não conseguia entender mais nada. Se aquilo era uma armadilha para me fazer acreditar em uma só palavra ela ou para me deixar completamente confusa, estava realmente funcionado. A confusão praticamente saia pelos meus poros, fazendo minha mãe rir por qualquer razão que não pude entender.
Sua risada era um som estranho para mim, um som que me fez sorrir também. Era uma risada gostosa e doce – o que pensei nunca existir nela.
Lembro de ouvir minha mãe dizer inúmeras vezes que eu era um completo fracasso, o peso que ela teria que carregar por toda sua vida.
Abri meus olhos com dificuldade. Minha cabeça ainda doía como se estivesse pegando fogo. – Eu não entendo... – minha voz saiu sem vida, como se a vida simplesmente já não existisse em mim.
– Eu era tão jovem que não conseguia entender o que estava fazendo. Não conseguia enxergar a gravidade daquilo tudo. – ela abaixou os olhos – vergonhosamente. Suas sobrancelhas se juntaram com força, enquanto algumas lágrimas escorreram sem freio pelo seu rosto. – Quando eu realmente me apaixonei já estava casada com Ben. – ela tirou sua mão do meu rosto, olhando para suas mãos já tremulas, como se tivesse algo ali. Após isso, ela passou suas mãos pelo rosto molhado. As palavras dela tinham vida própria. A dor era evidente demais.
Mesmo eu tentando não me enganar e fingir que não podia ver aquela dor em seus olhos, agora a dor tinha ficado grande mais para fingir não notar. Aquela dor me assustava, me fazendo querer abraçá-la e dizer que tudo ficaria bem. Mas eu realmente não podia, a dor em mim conseguia ser maior que a vontade de tirar a dor dela. Eu não podia simplesmente tentar aliviar a dor ela, por que, simplesmente, ela nunca se importou de aliviar a minha.
– Sei que nunca fui uma mãe de verdade, mas acredite, eu sempre amei você. – ela continuou respirando fundo, levantado mais a cabeça, tomando coragem para algo. Era obvio que ela estava se esforçando muito para encarar os seus fantasmas de frente – o que me assustava. Se ela estava assim, era porque seus fantasmas eram grandes demais. Talvez eu não pudesse suportar a dor da verdade que eu lutava para não enxergar. – Eu era muito jovem – sei que isso não justifica -, mas estava cansada de fazer o que meus pais queriam, sem nem ao menos questionar. Pela primeira vez, eu realmente estava sendo a garota que nunca tive chance de ser. – Aquilo era tão novo para mim que chegava a chocar. Minha mãe nunca falava de seus pais, era como se lutasse para esquecer. Eu, porém, sempre fiquei muito curiosa em relação a isso, mesmo sem dizer nada. Eu nem ao menos sabia os nomes dos meus avôs maternos, quem dirá como eles eram – fisicamente e mentalmente.
– Me casei com Ben quando tinha 17 anos. Era uma garota sonhadora, tão diferente dele que chegava a incomodar. Ben sempre teve seus pés grudados no chão. Sonhava apenas em poder me dar o luxo que ele achava que eu queria. Seus sonhos eram nem de longe parecidos com os meus... – ela continuou falando, andando até uma cadeira que estava atrás da enorme mesa da sala. Aparentemente, ali era um consultório medico. Era estranho eu não ter percebido aquilo antes... – Eu queria encontrar o verdadeiro amor, sentir o que todos diziam que não existia. Eu queria ter filhos em volta de mim, enquanto esperava meu marido chegar do trabalho. – ela sorriu amargamente, como se seus sonhos estivessem morrido há muito tempo. Ela virou um pouco a cabeça, olhando a janela atrás da cadeira. Antes, eu nem tinha notado a existência daquela janela, estava perdida em muitos pensamentos para prestar atenção em qualquer coisa que não fosse aquela história. A história que fez a garota sonhadora, que era minha mãe, morrer. – Talvez eu tenha feito à escolha certa em relação ao amor verdadeiro, mas tenha escolhido a pessoa errada para isso. – ela se virou para mim, novamente, suspirando alto. – Sabe, o amor é como uma serpente disfarçada de um colar. Quando você o coloca no pescoço, pensando que ele irá lhe trazer alegrias, tudo o que ele faz é partir seu coração. A serpente reaparece, te atacando com total crueldade. – a comparação dela me fez fechar os olhos. Não, o amor não era como uma serpente. Ele era como um punhal de duas pontas. Ferindo-te de qualquer jeito... – O amor pode ser um sentimento bom, mas também pode ser um sentimento perverso. – abri meus olhos, encarando seus olhos. Minha mãe sorria para mim docemente, me obrigando a retribuir. – Talvez você nunca tenha sentido isso, talvez tenha. – ela se levantou. – Pode não parecer, mas eu te conheço melhor que você mesma. – ela afirmou convencida, dando um sorrisinho torto. Um tanto quanto bobo. – Você está sofrendo. Basta olhar em seus olhos para perceber isso. E apenas uma única palavra é o motivo disso: amor.
Uma facada atacou meu coração. Desviei os meus olhos dos olhos marcantes que pareciam ver minha alma. Eu não queria que ela soubesse da existência da minha dor. Eu não queria que ninguém soubesse que eu estava sofrendo e vivendo como uma morta viva. Ainda mais esse alguém sendo minha mãe, que poderia usar aquilo para me fazer sofrer, ainda mais, no futuro. Porém, as palavras dela tinham razão. O amor era uma coisa boa em um ponto, mais era muito cruel em outro. Aquele sentimento avassalador sabia ser cruel como ninguém.
Coloquei minha mão no peito – bem em cima do meu coração -, sentindo a dor praticamente escapar para todo canto. Fechei meus olhos, travando o maxilar com força.
– Viu como eu te conheço tão bem? – a voz da minha mãe ecoou em meus ouvidos. – Sabe por quê? – eu neguei com a cabeça, virando minha cabeça e abrindo os olhos, encontrando aqueles olhos que me faziam temer até o ultimo centímetro do meu corpo.
– Porque sou sua mãe. – ela respondeu simplesmente.
Minha mãe me olhava com uma dor completamente diferente agora. Era... Pena?
– O amor não foi justou conosco, não é? – ela perguntou, passando seus braços em volta de mim. Abraçando-me de um jeito estranho, como se não soubesse fazer isso muito bem.
– Não, ele não foi. – respondi, travando minha respiração e colocando minha cabeça no ombro frágil da minha mãe. Minha garganta travou, prendendo o grito e o choro.
– Eu sei o quanto dói. Acredite. – ela passou sua mão entre os fios longos do meu cabelo, delicadamente. Senti seus lábios no alto da minha cabeça – depositando um pequeno beijo ali –, enquanto ela respirava profundamente. – Um dia a dor não vai ter a mesma intensidade, mas ela nunca passará se o amor for verdadeiro.
Nunca pensei que um dia minha mãe me abraçaria daquela maneira, tentando aliviar a minha dor.
Uma parte minha estava feliz por ela estar ali, me consolando de tal maneira que eu não poderia descrever.
Sim, eu estava muito feliz por ela estar ali... – aquele pensamento me chocou assim que surgiu em minha cabeça.
Fim POV script>document.write(Andie)
POV Versão terceira pessoa:
Helena (Mãe da script>document.write(Andie))
Helena ainda podia se lembrar de como a dor em seu peito era cruel. Em algum lugar de seu coração – um lugar tão pequeno e frágil – ainda existia aquela dor assustadora, acabando com o mundo de frieza que a mesma criou. Ela queria poder voltar no tempo, mudando sua história infeliz, mudando o rumo cruel que sua vida tomou.
Porém, ela nunca poderia desfazer os erros do passado – o que só piorava a dor e a culpa dentro de si -; ela nunca poderia respirar aliviada.
Felicidade era uma palavra que já não existia em seu mundo há muito tempo. E com essa simples palavra que significa tantas coisas, o mundo perdeu o brilho. Seu mundo hoje era apenas escuridão e desespero.
Ela queria que aquele sentimento desaparecesse como névoa, a fazendo respirar aliviada pelo menos uma única vez.
E por mais que ela tenha sufocado aquele sentimento durante todos esses anos, aquele sentimento nascia entre as cinzas, trazendo aquele ódio tão grande junto com sigo.
O ódio chegava a ser maior do que o amor que ainda existia em seu coração frio. Ela queria tirar aqueles sentimentos com suas próprias mãos.
Entretanto, ela nunca mereceu o amor que o seu ex-marido lhe dera durante esses anos. Não merecia a paciência que ele lhe dera apesar de tudo.
Ele, apesar de tudo, tinha tentado cuidar de seu coração cruel e frio. Porém, nem mesmo o seu coração puro foi capaz de fazer isso.
Helena sempre foi àquela que destruía o coração das pessoas que a rodeava sem dó e nem piedade. No fundo, ela sabia que tudo o que tocava era destruído cruelmente, assim como o seu próprio coração.
Entretanto, ela nunca foi capaz de descobrir em que momento que se tornou uma pessoa assim. Tudo o que ela podia saber era que tinha se tornado uma pessoa amarga e fria.
Ninguém mais podia ver os seus erros do que ela mesma. Ela tinha destruído o coração das pessoas que mais amava na vida: seus dois filhos.
Eles nunca a perdoariam por ter sido tão cruel e egoísta. Porém, ela tinha tido os seus próprios motivos para não querer que eles a amassem.
Seria cruel demais permitir que eles a amassem de verdade. Seria cruel demais quando o tumor que existia nela rompesse e os seus filhos sofressem.
Ela não se importava de morrer – sabia que realmente merecia isso –, mas se importava com seus filhos. Não era justo os fazer sofrer ainda mais por sua causa.
Cada um tinha seguido o seu próprio caminho. Suas vidas tinham seguidos caminhos que não mereciam ter mais um aborrecimento.
Eles já tinham muito para se preocupar e ela não queria que eles se preocupassem com sua mãe moribunda.
Se ela os tivesse tratado com o amor que eles mereciam – com o amor que ela tinha necessidade de lhes dar –, eles sentiriam sua falta quando o inferno a levasse.
Ela não poderia ter feito às coisas diferentes – mesmo que quisesse muito –; mesmo que ela tente ser forte a ponto de parecer o monstro que todos pensam que ela realmente é.
Dizer todas aquelas palavras para sua filha no hospital fora o mais difícil de fazer. Era torturante demais dizer que não acreditava nas palavras da jovem, pois sabia que era tudo verdade.
Era torturante ver o quanto o coração de sua filha estava despedaçado e ela não poderia fazer absolutamente nada para melhorar aquilo. Pelo contrario, tudo o que ela foi capaz de dizer foi coisas que despedaçou o coração da menina ainda mais. Olhar naqueles olhos que demonstravam a dor da sua filha e dizer aquilo tudo foi torturante demais. Mas ela tinha que ser forte, tinha que evitar que sua filha sofresse ainda mais.
Se ela não dissesse tudo aquilo, Ted contaria para todos que script>document.write(Andie) não era filha de Ben. script>document.write(Andie) não merecia tanta dor de uma só vez. Não merecia que todo seu mundo fosse destruído em apenas um instante.
Bastava olhar nos olhos de script>document.write(Andie) naquele momento para ver que ela não suportaria aquela dor. Bastava ver Ben e script>document.write(Andie) juntos para saber que eles não mereciam tudo aquilo.
script>document.write(Andie) amava aquele pai demais para que aquilo fosse destruído.
Helena sabia que sua filha não suportaria aquilo, mas ela tinha que contar a verdade agora.
O quê fazer quando sabe que todos os caminhos que você pode seguir irão ferir a criatura mais preciosa de sua vida? Seguir o que doeria menos?
Helena fez tudo o que tinha que ser feito para evitar que sua pequena preciosa sofresse ainda mais.
Ela tinha feito tudo o que pôde para não ver o mundo de sonhos de script>document.write(Andie) ser completamente destruído, mas tudo falhou no exato momento em que viu script>document.write(Andie) e Jacob se beijando mais cedo.
Helena tinha sido tola demais acreditando que nunca houve a possibilidade de script>document.write(Andie) e Jacob ficarem juntos. Ah, Céus, ela estava tão enganada!
Ela viu o brilho nos olhos de Jacob quando os seus lábios separaram-se dos lábios de script>document.write(Andie). Ele disse alto e em bom som que a amava.
Aquilo doeu muito, como espinhos e facas ferindo o coração de Helena.
Ela não estava apenas destruindo o coração de sua filha, mas o de Jacob também.
Aquele garoto sempre esteve lá quando script>document.write(Andie) precisava, mesmo que seu pai dissesse que aquilo era perda de tempo.
Jacob sempre cuidou do coração triste de script>document.write(Andie), fazendo uma luz que apenas existia nele.
Achar que quando eles crescessem o amor entre eles diminuiria era o grande era da vida de Helena.
Deus, eles eram irmãos. Aquele erro era grande demais e Helena era a culpada.
Helena nem poderia imaginar se script>document.write(Andie) e Jacob já tivessem transado, seria um pecado ainda maior. Ela tinha que impedir se houvesse a possibilidade deles ficarem daquela maneira.
Porém, ela estava destruindo o coração deles assim como Billy Black tinha destruído o seu há anos atrás.
Aquele homem não teve piedade de seu coração fraco, tudo o que ele realmente queria era a machucar ainda mais. Porém, mesmo que Billy tenha destruído seu coração, doía ver que estava destruindo o coração de Jacob da mesma forma.
Ela não era tão cruel assim em ficar feliz com aquilo. Ela não era tão má em encarar aquilo como uma vingança.
Jacob não merecia sofrer. Ele não era um monstro como seu pai. Pelo contrário, ele era um garoto bom que lutava pelos seus sonhos, e script>document.write(Andie) era um deles. Não havia palavras para dizer o quando Helena estava se sentindo suja.
Ela realmente era o pior monstro que podia existir. Pensando bem, existia apenas um que conseguia ser pior que ela: Ted
Aquele monstro pagaria com a própria vida pelo que fez a script>document.write(Andie). Ele sentiria na pele tudo o que ele a fez sentir e, Helena, seria a mulher que o faria isso. Já não havia motivos para continuar no mesmo teto que aquele monstro, já não havia nada que ele pudesse fazer contra ela.
Ele não teria o prazer de destruir o coração de sua filha mais uma vez. Helena o destruiria primeiro.
Ela o levaria para o inferno junto com ela, os fazendo pagar por todos os seus pecados.
Morrer agora ou mais tarde não a faria diferença nenhuma. Não mesmo.
Fim versão terceira pessoa.
POV script>document.write(Andie)
– Quando Billy Black chegou á cidade, eu tinha acabado de me casar. – minha mãe continuou com a voz mais grave. – Ele era tão doce – não que Ben não fosse –, mas eu já nem conseguia pensar... Estava completamente apaixonada. – tentei ver minha mãe apaixonada por Billy Black, o homem mais desprezível e cruel da cidade. Aquilo parecia tão errado e impossível. Nas poucas vezes que os vi juntos, eles apenas trocaram palavras ofensivas e olhares cheios de puro ódio. – Eu não sabia que Billy também era casado. Na verdade, eu nunca soube nada dele realmente. – uma faísca de puro ódio passou pelos olhos de minha mãe. Ela respirou profundamente, aparentemente, tentando se controlar. Suas mãos tremiam bruscamente, enquanto ela dava um longo passo para trás. Seus braços me deixaram tão rápido que não pude deixar de estremecer. Eu não queria perder aquela sensação de proteção, mas tinha que me acostumar com aquilo. No fundo, eu sabia que minha mãe apenas tinha feito aquilo tudo para amenizar um pouco a minha dor. Ela ainda continuava sendo a mulher que me fazia sofrer apenas com um olhar, eu não poderia me esquecer disso. Ela apenas estava tentando me enganar mais uma vez, mas não iria conseguir. – Eu agüentei o quanto pude, mas Billy me seguia por onde eu fosse. Ele me dizia que eu era a mulher de sua vida e que faria de tudo para ficar comigo. – ela passou seus braços em torno de si, respirando algumas vezes antes de continuar. – Se passaram anos assim, enquanto eu fugia de Billy como o Diabo da cruz. A culpa de amar outro homem apenas aumentava dentro de mim, me fazendo fazer de tudo para que Ben se sentisse amado. Todas as vezes que eu olhava para Ben, o imaginava sendo Billy. – seus olhos viajavam por um passado triste e muito distante. Eu não queria estar ouvindo aquilo tudo por que, no fundo, já sabia qual seria o final daquela história e não queria acreditar que aquilo realmente era verdade. Era a minha vida ali, os segredos que eu nunca pensei que existisse. Aos poucos, eu estava perdendo tudo. – Em uma noite, eu estava sozinha em casa, me sentido tão só e tão culpada. As lágrimas simplesmente escorriam pelo meu rosto, enquanto a culpa só aumentava mais e mais. Billy apareceu do nada, me fazendo levar um susto horrível. Então, foi ai que tudo aconteceu... – eu não queria ouvir mais nada, aquilo era uma loucura. A cada palavra, meu mundo se despedaçava mais um pouco. Eu não podia suportar aquilo, a dor era grande demais. As lágrimas e os soluços saíram sem freio de mim, enquanto eu finalmente entendia aquilo tudo. Até então, a ficha ainda não tinha realmente caído. - Quando eu descobri que estava grávida, meu mundo simplesmente se desfez. Eu não sabia o que fazer, estava me sentindo culpada demais para fazer alguma coisa. – não era o mundo dela que estava se desfazendo, era o meu. Coloquei a mão na boca, tentando não gritar. Eu queria implorar para que ela parasse, mas não tinha forças para isso. Eu repudiava tudo aqui.
Minha garganta fazia um ruído desesperado, mas não conseguia ser um grito de verdade. As forças estavam desaparecendo do meu corpo rapidamente, enquanto a dor me consumia por inteiro. Fechei meus olhos, tentando esquecer aquelas palavras. Tentando me fazer acreditar que aquilo era apenas um pesadelo e que logo eu acordaria. Meu pai continuaria sendo meu pai e Billy Black continuaria sendo o homem que despedaçou meu coração inúmeras vezes quando criança.
Eu ainda poderia me lembrar de suas palavras quando eu ia a sua pequena casa.
Não, eu não poderia ser filha do homem que me humilhou inúmeras vezes quando criança.
Eu não poderia acreditar que o homem que me amou e me protegeu desde o dia em que nasci não era meu verdadeiro pai. Aquilo era cruel demais para acreditar.
– Eu tentei falar com Billy, mas ele simplesmente desapareceu. Era como se tivesse virado pó. – a voz grave da minha mãe continuou, me fazendo querer morrer ali mesmo, antes que aquela história dissesse o que eu já sabia.
Eu não poderia permitir que ela dissesse em voz alta aquilo tudo, doeria ainda mais. Mas eu simplesmente não conseguia fazer mais nada, estava sem forças para ao menos abrir a boca. Olhei sob as lágrimas o local onde me encontrava, tentando encontrar a saída e fugir dali o mais rápido possível, mas as lágrimas eram tantas que eu não conseguia enxergar absolutamente nada.
– Um convite misterioso chegou em casa; Ele era vermelho com letras brancas. Eu só tive coragem de abrir quando Ben voltou do trabalho, com Eric nos braços. – ela continuou com a voz sussurrante.
Eu não queria mais escutar. Será que ela não conseguia entender?
– No dia seguinte, eu e Ben fomos pela primeira vez na casa dos Black. Era uma casa realmente simples, mas muito bonita. E quando eu conheci a Senhora Black e as suas duas filhas, meu coração se quebrou em tantos pedaços miúdos.
– Pare. – consegui encontrar o que tinha sobrado da minha voz. – Por favor... – sussurrei entre soluços, me abraçando com força. Eu queria desaparecer, apenas isso.
– Eu estava tão magoada que simplesmente sai correndo, sem nem ver o que estava fazendo ou por onde pisava. – ela continuou mesmo depois do meu pedido implorador.
Forcei as minhas pernas a se moverem, eu não podia escutar o final daquela história.
Eu não podia escutar a voz grave dela dizendo alto e em bom som que eu era filha daquele homem. Aquilo já doía demais agora, não suportaria depois.
Meus pés perderam a força no meu segundo passo, me fazendo cair de joelhos no chão. Não liguem para a dor aguda de meus joelhos ralando no chão. Aquela dor nem se comparava com a dor do meu coração.
Cravei minhas unhas nas palmas de minhas mãos, fechando minhas mãos em punho. Logo o sangue fervente escorreu sob meus dedos finos, me fazendo passar a mão na minha calça.
– Billy foi atrás de mim, gritando meu nome. Quando ele me alcançou, me segurou pelo braço, gargalhando alto de mim. Naquela hora, ele me disse que eu tinha sido o brinquedo mais emocionante da vida dele. Ele nunca me amou. Ele nunca amou ninguém... – disse minha mãe mais rapidamente, me fazendo levar as mãos até os meus ouvidos. Manchando meu rosto se sangue.
– Eu não quero mais escutar. – disse entre dentes, fechando os olhos. – Eu não posso mais escutar essa loucura. – choraminguei, me sentando no chão gelado. Abracei minhas pernas com força, como se eu fosse uma bola. Tudo o que eu queria era desaparecer. Para sempre.
– Eu jurei a mim mesma que nunca mais voltaria a procurá-lo. Ele tinha sido cruel demais comigo, mais eu tinha que dizer que estava grávida. – continuou a mulher, como se eu não tivesse dito nada, simplesmente. No fundo, tudo o que ela queria era me torturar e estava realmente conseguindo. Ela podia dizer tudo o que queria, me machucar das piores maneiras, mas aquela era sem duvidas a pior. – Fui até a casa dele uma noite, você já tinha nascido e Jacob estava prestes a nascer. Eu estava com tanta culpa em cima de meus ombros, Billy tinha obrigação de dividir um pouco comigo. Deus sabe o quando era ruim olhar de novo para aquele ser desprezível, mas eu tinha que ter forças para contar a verdade. Eu, no fundo, queria que ele também se sentisse culpado e infeliz. A culpa dentro de mim conseguia ser bem maior que a raiva e o rancor... – minha mãe se abaixou perto de mim, seus olhos me olhavam com pela. Mas era como se ela não conseguisse mais parar de falar, como se as palavras tivessem vida própria. Sua mão foi se aproximando de meu rosto e eu quis me afastar rapidamente. Eu estava enjoada demais para suportar aquilo tudo. Me arrastei no chão, me distanciando da minha mãe. Seus olhos ficaram tristes na mesma hora, enquanto eu me encostava na parede mais longe possível dela. – Quando eu comecei a dizer tudo, Billy simplesmente teve um ataque de raiva, me batendo com todas as suas forças. – minha mãe limpou a garganta antes de continuar, fingindo que nada tinha acontecido. Ignorando o meu nojo por ela. Mas no fundo, eu sabia que ela tinha ficado magoada. – Ele me chamava de louca e de tudo que podia pensar naquele momento, menos a mãe de uma das três filhas dele. – tentei ignorar aquilo, encostando meu rosto na parede. Eu não era filha dele, eu não era filha dele. – Quando já não tinha mais nada a ser dito, Billy me disse que nunca iria querer saber da maldita criança que nascera de mim e dele. – meu corpo estremeceu, congelando-se. – E que nós - eu e você -, não lhe importava, simplesmente. Juntei todas as forças que tinha e lhe soquei, provando para o mundo que não o amava e que nunca acreditaria em uma só palavra vinda dele. Ele, como sempre, apenas riu. Era como se ele visse uma coisa patética demais... – sua voz estremeceu. Eu pude ver a dor ali e me perguntei se no fundo ela ainda o amava. Sob a magoa, o rancor e a raiva eu pude ver amor ali. Por mais que Billy tivesse sido um desgraçado, ela ainda o amava... – Alguns anos se passaram e a mulher de Billy descobriu tudo, assim como Ben. – ela suspirou, entanto dizia com a voz baixa. Ela andou lentamente até a cadeira em que antes estava sentada, se sentando. Notei que os olhos da minha mãe encaravam tudo, menos os meus olhos. – A mulher apareceu em casa desesperada, gritando e chorando como uma louca. Eu tive pena dela, ela não merecia ter aquele monstro como marido. Ela era doce e bondosa, diferente de mim que já tinha se tornado um poço de rancor e ódio. Ben simplesmente me olhou com dor, dizendo que nunca mais queria me ver na vida, mas que você continuaria sendo filha dele. Eric acordou assustado, chorando e me perguntando se você não era a irmãzinha dele.
– Billy conseguiu segurar a mulher pelo braço e levá-la para o carro, ambos estavam desesperados. – a cada palavra o meu coração se partia ainda mais. Todos sabiam de tudo, menos eu. Eric sabia desde o inicio que eu não era totalmente irmã dele, mas nunca disse absolutamente nada. Meu pai, ou o meu não pai, sempre soube de tudo, mas sempre me tratou como a sua verdadeira filha. – Peguei você no berço e o seu irmão dos braços de Ben, dizendo que sentia muito. Naquela hora, eu não conseguia pensar em mais nada. Tudo o que eu sabia era que tinha que sair dali, antes de ver Ben chorar. Eu já tinha culpa demais para carregar...
– Levei você e seu irmão para um parque de diversões, os colocando em baixo da roda gigante. Eu tinha uma amiga lá perto, eu imploraria para que ela me deixasse ficar na casa dela por um tempo, com vocês. Falei com ela rapidamente, com medo que algo acontecesse á vocês. Quando voltei para pegar vocês e os levar comigo, vocês já não estavam mais lá. Eu simplesmente surtei. Tinha completamente certeza que tinha os deixado embaixo da roda gigante. Liguei para todos os números conhecidos, até que descobri que o pai de Ben descobriu onde vocês estavam e os levou, antes que um homem te roubasse. – minha mãe sabia muito bem que aquele homem queria muito mais do que apenas me roubar. Ele era um monstro assim como Ted. Assim como ela. – Eu estava apavorada demais para pensar, então tudo o que pude fazer foi voltar para casar e ver que vocês estavam bem. Então, venho à notícia que me destruiu ainda mais: o carro de Billy tinha tombado e a mulher dele tinha morrido e ele nunca mais andaria. – minha mãe praticamente revivia tudo aquilo enquanto falava.
Eu correria se pudesse mexer um centímetro de meus músculos ou apenas uma parte do meu corpo.
Agora tudo fazia sentido, eu lembro perfeitamente da noite em que minha mãe nos deixou. Lembro do pânico se espalhando pelas minhas veias como acido fervente. Ela não tinha nos deixado, ela estava tentando nos tirar da confusão apavorante que se alastrava pela casa onde as verdades tinham sido reveladas. E por mais que eu soubesse de tudo agora, não mudava nada. Ela tinha me feito sofrer de mais, tinha destruído meu coração inúmeras vezes em anos de convivência.
Ela poderia ter não me contado para me proteger, mas ainda sim doía muito.
Não, doer era muito pouco para descrever o que eu estava sentindo aquele momento.
Era muito mais que dor. Era ódio, raiva, magoa, desilusão e rancor.
Aquilo tudo se misturava em mim, destruindo o ultimo fio de esperança que tinha me sobrado.
A vida já não tinha mais sentido nenhum para mim. Eu já não sabia mais pelo quê valia a pena lutar.
Eu estava no final da estrada, tinha perdido o controle de tudo. Meus pensamentos estavam me assombrando junto com a verdade; e meu mundo estava destruído. Minha vida, meu mundo, estava em ruínas.
Sinceramente, eu não sabia mais o que fazer. Nada mais parecia certo ou confiável.
Eu estava trancada no meu próprio inferno particular, sentindo todos os pedaços do meu coração se quebrar em tantos pedaços que seria impossível colá-los desta vez.
A dor era insuportável demais, como se fosse uma dor física. Todos os meus fantasmas estavam se fundindo em apenas um, fazendo a dor focar mil vezes mais forte.
Aquilo tudo tinha virado uma bola de neve, se fundindo e criando mais força. A avalanche estava se chocando contra mim com tanta força que doía demais. Eu já não conseguia encontrar forças para lutar contra ela. Era simplesmente grande demais. Eu me sentia pequena demais. Fraca demais.
Minha vida se resumia numa mentira. Todas as memórias boas ou ruins se resumiam numa grande mentira. E aquilo era grande demais para ignorar.
Me perguntei se tudo teria sido diferente se eu soubesse que eu era filha dele. Eu teria sido diferente? Minha infância teria sido mais ou menos dolorosa? Eu continuaria me preocupando com Ben Clearwater mesmo sabendo que ele não era meu pai? Eu o amaria? Amaria seus pais? Amaria Leah e Seth? Amaria meus tios amorosos? Odiaria todos eles?
Eu continuaria sendo script>document.write(Analisa) Clearwater a partir de hoje? Lutaria pelos mesmos motivos?
Quem era essa script>document.write(Analisa) Clearwater, afinal de contas? Eu realmente não sabia. Eu não conseguia saber quem ela era ou o que ela faria naquelas circunstâncias. Eu não sabia dos seus gostos, do seu jeito ou até do seu passado.
Tudo tinha sido uma grande mentira. Nada era verdadeiro. Nada valia apenas no fim das contas.
Tinha sido outra pessoa que tinha vivido aquilo tudo, não eu. Não a garota que estava sem saber o que fazer a partir de agora. Não a garota que nem ao menos sabia quem era de verdade. Não eu.
Os lados enfim tinham sido separados cruelmente, enquanto eu estava perdida entre eles. E não havia nada que eu pudesse fazer hoje ou amanhã sobre isso. Não havia nada que eu pudesse fazer nunca.
Eu não poderia simplesmente fingir que nada havia acontecido. Eu nunca poderia esquecer aquela pequena história que resumia minha vida inteira. Como se aquilo não fosse nada. Como se fosse apenas areias jogadas ao mar aberto. Elas nunca poderiam ser recuperadas, assim como minha vida. Eu nunca poderia olhar para trás e ficar feliz por qualquer coisa. Por que, simplesmente, tudo tinha sido mentira.
Tudo tinha sido um sonho ou um pesadelo, mas agora eu estava acordada. Encarando a realidade de perto e não havia como escapar. Não havia como adormecer, novamente.
Por fim, a verdade estava bem diante de meus olhos e eu tinha que admiti-las ou ficaria louca. Eu tinha que sair do mundo de ilusão.
Eu não era script>document.write(Analisa) Clearwater e sim script>document.write(Analisa) Black. Eu não era filha de Ben Clearwater e sim de Billy Black.
– Eu sinto muito, filha. Você é filha de Billy Black. – disse minha mãe por fim, acabando com tudo que tinha sobrado da minha vida.
Uma coisa era pensar, outra era dizer em voz alta aquelas palavras. Aquilo machucava ainda mais.
Me levantei lentamente, sentindo que cairia a qualquer momento.
Em apenas minutos, eu me sentia como se tivesse envelhecido anos. As minhas pernas estavam fracas demais para me manter em pé, enquanto minha cabeça doía como se alguém estivesse á mastigando lentamente, sentindo prazer em minha dor.
Não demorou muito para que minhas pernas cedessem, enquanto eu parava de lutar com todas as minhas forças para ficar em pé. Para ficar bem.
Era como ver em câmera lenta, me ver caindo de joelhos no chão frio, novamente. Meus ombros bateram contra algo, mas eu não levantaria minha cabeça para ver. Estava fraca demais para fazer alguma coisa.
Aquilo tinha sido a ultima gota que fez meu copo expludir. Eu estava cansada demais de lutar contra tudo. Cansada demais para, ao menos, me dar ao trabalho de me levantar e fingir que estou bem.
Não, eu estava longe de estar bem. Eu estava destruída, magoada, cansada e doente.
Eu estava me sentindo tão doente. Todas as partes do meu corpo doíam. Até mesmo meus olhos. Como se eu chorasse acido quente.
Como eu queria morrer ali mesmo, sem nem, ao menos, me preocupar com nada. Não seria uma promessa que me manteria viva naquele momento.
Edward se importaria se eu desistisse de tudo? Desistisse da minha vida?
Não, ele não se importava. Ele estava feliz demais para se importar com uma garota idiota que o ama com todas as forças. Ele estava feliz demais com Bree para se lembrar que a idiota aqui existia.
Ele nem ao menos estava aqui...
Ele nunca foi obrigado a me amar. Nunca foi obrigado a se importar comigo e nunca foi obrigado a fingir que se importava. Tentei me convencer disso tudo. Tentei tirar aquele meu lado egoísta de dentro de mim. Edward nem estava aqui para de defender. Não era realmente justo. Ou era?
“Ele nunca te amou verdadeiramente, meu anjo.” – a escuridão sussurrou em meu ouvido, me fazendo apertar as mãos em punho, quando senti o frio que emanava dela. “ Tudo o que ele disse era mentira. Ele nunca te amou. Nunca...”
- Você está certo. Edward nunca me amou. – sussurrei, respirando com dor, profundamente. As agulhas imaginarias atingiam meus pulmões com força. Cruelmente doloroso.
“ Ele foi tão cruel com você ao mentir...”
- Não importa. – com uma força sobre-humana me apoiei no chão, o segurando com uma mão e, finalmente, me levantando daquele lugar frio. – Eu não vou continuar vivendo na sombra de um amor não correspondido.
Um sorriso fraco e amargo surgiu nos meus lábios. Uma força escura se apossava do meu coração. Eu estava cansada demais para fazer qualquer coisa contra isso ou sobre isso.
A escuridão estava forte demais para controlar meus movimentos. Eu, apenas, assistia o que ela faria de mim.
Já não valia a pena lutar. Meu coração já estava quebrado mesmo, e nada mudaria isso.
- Aonde você vai, filha? – minha mãe perguntou. Sua voz estava longe, como se eu estivesse me afastando rapidamente.
Então, só naquele momento, percebi que estava correndo feito uma louca pelo hospital.
E então eu corri ainda mais, tentando fugir de mim mesma, fugir da dor cruel que existia em meu peito.
Corri sem nem ao menos pensar em nada, nem sentir ou me importar. Estava tão cansada de tudo, tão cansada de me importar com os outros, me deixando para trás.
Pela primeira vez na vida, eu não queria e não iria me preocupar com eles, eu apenas me importava de continuar correndo. Como se minha vida dependesse daquilo. Minha vida não, minha insanidade sim.
Continuei correndo com mais força pelos corredores, procurando á saída. Eu podia sentir meu coração batendo forte no peito, as batidas fortes ecoando em meus ouvidos, enquanto as batidas continuavam a bombear sangue para o resto do meu corpo.
Ao invés de sangue, parecia que corriam em minhas veias com rapidez acido fervente, se misturando com a dor cruel do meu coração.
Eu sabia que aquilo só estava piorando por que meu corpo estava ainda mais quente que o normal, assim como minha cabeça.
Eu estava com tanta raiva da vida que aquilo me deixava totalmente cega. Todas as vezes que eu conseguia me levantar algo vinha em seguida me derrubando de novo.
Céus, eu estava cansada demais para me levantar dessa vez. A dor era grande mais para isso.
Desta vez eu não vou lutar. Não vou me esconder ou me importar. A dor que há em meu peito é grande demais para encarar.
Estou no limite,
Já lutei todas às vezes possíveis.
Desta vez eu não vou lutar,
Não vou fugir ou me importar.
Desta vez a dor é grande demais para suportar.
Então, se você tiver, me dê um motivo para continuar.
Mostre-me o quê meus olhos turvos não podem ver.
Salve-me de mim mesma.
Se você olha por mim,
Lute comigo.
Mostre-me que ainda há algo de bom
E talvez, você me tire da escuridão.
Fim POV script>document.write(Andie).
POV Versão terceira pessoa:
Edward Cullen
Um vento gelado e sombrio espalhou as folhas de carvalho por entre as longas fileiras de lápides de mármore cinza.
Os galhos das árvores sacudiam-se em um frenesi constante e apavorante, avisando que o perigo estava próximo.
O vento praticamente gritava através dos uivos da fina camada sob a neblina, trazendo o som da voz e o cheiro do inimigo com ele. O vendo ficava a cada instante mais forte, a cada toque do passo do inimigo. Podia-se ouvir o pequeno ruído quando os pés do predador tocavam o solo com força, pisando nas folhas secas de carvalho esparramadas pelo chão do cemitério abandonado.
Havia um crepúsculo sobrenatural que suspendia-se por sobre o local, enquanto a neblina constante tomava o cemitério todo com rapidez.
Edward sabia que aquele tempo era uma pequena demonstração do Poder negro do inimigo, com a intenção de intimidá-lo e impedi-lo de cumprir com o que ele tinha vindo fazer. Mas isso não funcionaria nunca. Apenas o pensamento desse mesmo poder negro sendo usado contra script>document.write(Andie) acordou um lado morto dentro de Edward. Á fúria quente que existia dentro dele queimava contra o vento e a sua pele morta.
Edward fez uma promessa silenciosa naquele momento. Ele não sabia se continuasse vivo depois daquele encontro. Ele não poderia saber se Aro iria tentar algo novo ou agir passivamente desta vez. A mente de Aro era um mistério que Edward já não poderia mais revelar. Já não existia escuridão em sua alma. Já não existia nada que o ligasse a Aro. Ele estava simplesmente no escuro desta vez, assim como ficava quase sempre quando estava com script>document.write(Andie).
Ele não sabia o que esperar daquele encontro, mas tinha certeza que não seria uma coisa nada boa. Coisas boas não vinham de monstro como Arolin Volturi. Edward sabia disso mais do que sabia que ele amava script>document.write(Analisa) Clearwater. Ele sabia mais do que qualquer coisa no mundo. Coisas assim nunca se esquecem, mesmo que se passem séculos. Sendo assim, se ele vivesse está noite, ele voltaria correndo para sua amada. Ele imploraria para que ela o aceitasse de volta. Ele lhe contaria que mentiu ao dizer que amava outra. Ele contaria com detalhes o que o fez deixá-la, ele diria que ele a amava mais que tudo. Ele a faria acreditar que ela era o único motivo de tudo. Ele lhe contaria a verdade.
Ele já não conseguia suportar mais nenhum segundo longe de sua amava. Ela era o mundo dele, ela era tudo no mundo que ele mais queria. Ela era o único motivo pela existência dele. E foi exatamente por tudo isso que ele a deixou.
Ele não poderia saber se voltaria ou não para casa, então séria melhor se ela não o esperasse. Ele não poderia apenas dizer que iria viajar e nunca mais voltar. Ele não poderia fazer isso com ela. Então, se ele realmente voltasse, ele faria de tudo para que ela o aceitasse de volta.
Se Aro visse antes as intenções de Edward de retorno, ele nunca deixaria Forks para vim atrás de Edward. Ele continuaria trás de script>document.write(Andie) e, por esse motivo, Edward fingiu que estava realmente deixando Forks. Aro viria atrás dele, para acabar com aquela história de uma vez por todas, deixando script>document.write(Andie), temporariamente, em paz.
Edward tinha que fazer Aro se afastar de Forks, apenas assim ele poderia atacar sem script>document.write(Andie) estar no meio da luta. Pela primeira vez, ele teve certeza que ela estaria segura em Forks. Mentalmente e Fisicamente.
Edward tinha que arriscar. Tinha que tirar Aro de Forks antes que ele ousasse aparecer para script>document.write(Andie) e machucá-la, mesmo não querendo. No fundo, Aro não queria ferir script>document.write(Andie), ele apenas queria que o lado negro dela despertasse. Se o outro lado negro de script>document.write(Andie) despertasse, ninguém conseguiria segurá-la, nem mesmo ele.
script>document.write(Andie) poderia ter um lado repleto de luz, mas ela tinha o outro lado que era simplesmente apavorante. Ele não poderia deixar aquilo acontecer, ele lutaria e morreria para que isso não acontecesse.
script>document.write(Andie) tinha sido beijada pelas sombras, e aquilo estava gravado em sua alma para sempre. Ela retornou do outro mundo no momento em que não devia. Ela voltou para vida rápido demais, trazendo com sigo algo negro que não se poderia descrever. Ela vendeu sua alma para voltar naquele momento, sendo assim, corrompeu sua alma.
Mais, mesmo antes de voltar do outro mundo sem ter permissão ou passado pelo ciclo, a alma de script>document.write(Andie) já era negra antes isso. Ela se abraçou nas sombras uma vez e bastava apenas uma coisa para que ela retornasse a ser a maldade em pessoa.
Bastava apenas algumas palavras, basta que ela se lembre de onde venho antes da história de amor entre ela e Edward começar, só bastava aquilo e ela se tornaria a mesma de antes.
Ela mataria pessoas a sangue frio, ela mataria apenas para se divertir. Para vez o medo nos olhos das suas vitimas. Ela se divertia em ver o quão era grande o seu poder.
script>document.write(Andie), definitivamente, não poderia descobrir a verdade, ela não poderia se lembrar. Ela não poderia voltar a ser a mesma que matou milhares e milhares de pessoas apenas para se divertir. Se isso acontecesse, o mundo iria ser destruído por ela e Aro. Era por isso que Aro estava aqui, ele estava querendo a sua parceira de destruição de volta. Edward tinha tirado isso dele, mostrando o amor para script>document.write(Andie), a tirando da escuridão. E Aro se vingaria e acabaria com o mundo se vencesse nessa guerra.
Aquilo tudo era apenas uma parte da história. A outro, Edward não ousava a se lembrar. Se ele pensasse muito, poderia trazer o mal apenas com a força de seus pensamentos.
Mais Edward jamais poderia esquecer os olhos de script>document.write(Andie) naquela época. Aqueles olhos aterrorizavam Edward até mais do que os olhos de Aro. Aqueles olhos vermelhos sangue conseguiam ser mais aterrorizantes que tudo. Tinha tanta frieza e maldades neles que chegava a doer. Não havia uma alma neles, não havia nada de bom ali. Apenas existia o sofrimento das pessoas que ela tinha matado. Perto da antiga script>document.write(Andie), Aro era apenas uma criança brincando de fazer maldade.
Edward respirou fundo, tentando afastar aquelas memórias, ele não queria se lembrar das piores partes. Ele não permitiria que Aro a faça-se lembrar. Sua alma seria completamente destruída pelas trevas.
Esta vez era vida ou morte. O bem ou o mal. Apenas um ganharia aquela batalha. Aquilo decidiria se a alma de script>document.write(Andie) ficaria salva no final ou se o outro lado ganharia para sempre. Era morrer ou viver.
Edward sentiu raiva e frustração ardendo em sua garganta, ele teria que dar tudo de si para impedir que aquilo acontecesse. Ele lutaria até o ultimo segundo. Ele lutaria por script>document.write(Andie) até a “vida” não existir mais para ele. Ela iria querer isso se soubesse. E, é por isso que ela não poderia saber, ela não poderia se lembrar.
Edward fechou os olhos, ouvindo mais um passo pesado de Aro ao se aproximar. Ele queria que aquilo acabasse logo, mas sabia que não seria tão simples assim. Então, as perguntas apareceram na mente de Edward:
Se ele morresse esta noite, quem cuidaria de script>document.write(Andie)? Quem lutaria para salvar sua alma? Dean seria capaz de cumprir a sua promessa? Ele cuidaria dela assim como ele disse que cuidaria? Ele tiraria a escuridão de seu coração?
Ele seria capaz? Quem seria se ele não pudesse? E Edward, se ele vivesse, ele conseguiria tirar a escuridão de uma vez por todas do coração de script>document.write(Andie) com o seu amor?
As tantas perguntas perturbavam Edward no exato momento que uma gargalhada ecoou entre o cemitério. Naquele momento, ele não sabia mais de nada. Ele já não seguia mais se lembrar da promessa de sangue que ele e Dean tinham feito há tanto tempo atrás. Ele já não se lembrava que Dean e script>document.write(Andie) tinham uma ligação quase parecia com o Imprinting. O laço de sangue deles era apenas um pouco mais fraco que o que Edward e ela tinham, mas tinha uma grande diferença: script>document.write(Andie) amou Edward antes mesmo de ter uma impressão com ele. Eles eram eternos amantes presos em um ciclo em que Edward vê sua amada morrer inúmeras vezes. Já com o Dean, para script>document.write(Andie), as coisas não são desse modo. Mas para Dean, Edward realmente não poderia saber. Eles tinham um laço de sangue e, era apenas um pulo para ser uma coisa mais intensa. Ele realmente poderia se ligar a script>document.write(Andie) de uma maneira muito mais intensa.
Edward suspirou, mesmo não querendo, ele sabia que se script>document.write(Andie) se apaixonasse por Dean, seria uma boa coisa. No fundo, Dean e Edward eram amigos. E não havia um outro homem que saberia amar script>document.write(Andie) com uma intensidade quase parecida com a intensidade de Edward se não fosse Dean. Afinal, Dean era guardião de script>document.write(Andie), assim como Edward. Eles morreriam por ela. Mesmo que houvesse amores diferentes.
Era a missão deles salvar a alma de script>document.write(Andie), eles tinham sido destinados a isso. Esse foi o motivo para que eles tenham vindo ao mundo.
E, para Edward, não era apenas uma missão. script>document.write(Andie) era o amor da sua existência, mas também era a pessoa que ele tinha que guardar. Essas duas ligações eram fortes demais. Já para Dean, era um completo mistério.
A única coisa que Edward sabia naquele momento era que Dean daria a sua alma para salvar a de script>document.write(Andie), e Edward poderia confiar nele. Ambos tinham a mesma missão, ambos fariam de tudo para cumpri-la. E não importava mais nada. Não naquele momento.
A figura de um homem alto apareceu entre a neblina. Ele estava se aproximando rapidamente, trazendo um cheiro de morte e sangue para Edward.
Aro se movimentava rapidamente, como se fosse uma fera louca por sangue e vingança. Seus movimentos eram felinos e perigosos. Os cabelos negros e longos de Aro voavam em torno de seu rosto pálido. O cabelo dele era até a altura do queixo fino. Seus cabelos eram lisos e tão escuros que o faziam parecer ainda mais pálido.
Seus cabelos negros impediam Edward de encontrar aqueles olhos vermelhos cheios de selvageria e maldade. Lembrar daqueles olhos provocava um frio negro na espinha de Edward. Aqueles olhos frios e perturbadores sempre existiriam para lembrar que Edward era um completo fracasso. Ele não pôde terminar com aquilo quando teve a sua maior chance e, agora, as chances eram mínimas. Aro estava muito mais forte do que antes, aquela missão séria completamente impossível.
Edward nunca séria capaz de lutar contra um mal daquela grandeza, mesmo que tentasse muito. Ele nunca séria capaz de lutar e vencer contra o seu segundo maior pesadelo: Arolin. Tão conhecido como Aro Volturi. O Deus dos Deuses. O segundo Diabo na Terra.
Aro nunca deixaria Edward esquecer do passado, ele sempre estaria lá para lembrá-lo quando as memórias tinham sido jogadas contra o vento. Ele nunca deixaria Edward esquecer do que ele fez no passado. Ele sempre estaria ali para lembrar que, no fundo, Edward tinha sido como ele.
Edward tinha matado inocentes, tinha destruído o coração da única pessoa que realmente amou. A única que conseguiu ultrapassar a grande barreira que ele pos em volta de seu coração. Ela tinha o ensinado o verdadeiro significado do amor há tantos séculos atrás. Ela acreditava dele como ninguém nunca acreditou. Inacreditavelmente, ela realmente acreditava que ele séria capaz de lutar contra aquilo novamente. Mas, nem mesmo Edward, acreditava que ele realmente seria capaz, nem mesmo ele acreditava em si. E a grande prova “viva” estava bem ali, trazendo tudo com ele, trazendo a escuridão que Edward lutou tanto para esquecer.
Aquele era o vampiro que provava tudo. Apenas com os seus movimentos felinos, ele fazia os pesadelos e as memórias retornarem. Edward estava revivendo tudo, novamente. Ele se sentia tão humano agora. Mesmo que ele lutasse, ele nunca poderia vencê-lo. Perto de Aro, Edward era apenas uma criança sem nenhuma experiência.
Aro continuava se aproximando, lentamente. As folhas de carvalho que estavam caídas ao chão a sua volta se tornavam redemoinhos pequenos. Os redemoinhos aumentavam com forme ele se aproximava, mostrando apenas um pouco do verdadeiro Poder do inimigo. Era como se tudo a sua volta estivesse no centro de algum grande circulo de poder. Parecia que tudo, o céu pesado, os carvalhos e as faias roxas, o próprio solo, estavam conectados diretamente á ele, como se ele sugasse o Poder de tudo aquilo.
As células de Edward estavam completamente congeladas, mostrando que o pânico estava cada vez mais próximo.
Por mais que ele lutasse, ele não conseguia se livrar daquilo. Ele não conseguia fazer seus músculos se moverem com rapidez.
Ele queria atacá-lo primeiro, dando-lhe um segundo de vantagem naquela luta quase pedida. Ele queria poder arrancar a cabeça de Aro com apenas um golpe e acabar com aquele mal de uma vez. Mas ele não podia. Tudo o que ele podia fazer, naquele momento, era observar com cuidado a aproximação do inimigo. Ele tentava encontrar uma brecha na guarda de Aro, mas ele não encontrou nenhuma. Aro era esperto demais para vim sozinho...
– Finalmente nos encontramos Edward. – a voz tão conhecida de Aro chegou até Edward como um soco no estômago. Sua voz ainda tinha a mesma intensidade de frieza e maldade que Edward recordava. Edward quase podia ver entre as memórias e a realidade o sorriso diabólico de Aro enquanto falava. – Fico muito feliz que você tenha vindo encontrar o seu velho amigo. Você não pode imaginar o quanto eu esperei por esse dia. – Aro continuava se aproximando, enquanto falava. Sua voz ficava ainda mais forte contra a tempestade de vendo que ele mesmo criou. Seus movimentos estavam mais lento que antes, como se ele não tivesse motivos para ser mais rápido. Era como se Edward realmente fosse um velho amigo que ele queria muito rever e, ele tinha a necessidade, que aquele momento fosse único. – Espero que tenha gostado no meu palco, desta vez. – Aro passou o seu braço no ar, mostrando o cemitério. Ele, obviamente, tinha prazer em escolher os seus palcos como se fosse o seu ultimo espetáculo. Como era o seu desejo, ele queria que fosse um momento único, ele queria ter certeza que aquilo ficaria na memória de seu oponente, se ele vivesse claro. – Você não tem idéia de como eu fiz de tudo para que fosse realmente assim esse nosso encontro. – o tom de brincadeira estava irritando Edward profundamente. E, Edward, sabia que era essa a verdadeira intenção.
– Posso imaginar. – a voz de Edward saiu cortada contra o vento. A fúria dentro dele estava visível agora. Ele queria acabar com aquilo agora mesmo, mas não podia. Qualquer movimento era único, ele não poderia arriscar tudo agora.
– Não, você não pode. – a voz de Aro perdeu todo o tom de brincadeira. Sua voz ficou inacreditavelmente perigosa. Como se ele fosse atacar naquele momento mesmo. Mas, Edward sabia, ele também não arriscaria tudo. Ambos conheciam o seu oponente bem demais para isso.
Os olhos de Edward procuraram os olhos de Aro, mas seus cabelos longos impediam.
Aro tinha parado de se movimentar enquanto falava, tentando parecer inatingível. As duas figuras que estavam ao lado de Aro, uma de cada lado, pararam com ele. Elas estavam completamente imóveis, enquanto um longo capuz tampava seus rostos totalmente. As duas figuras usavam mantos negros, que cobria seus corpos inteiros.
Aro acompanhou o olhar de Edward, olhando para a pequena figura que estava ao seu lado esquerdo, virando sua cabeça. Um sorriso vitorioso apareceu em seus lábios cruéis. Ele se abaixou um pouco, sussurrando algo para figura, enquanto a mesma balançava a cabeça, assentindo.
Um segundo após, a figura pequena levou suas mãos até a cabeça, colocando ambas de cada lado do seu rosto, empurrando com as pontas pálidas de seus dedos finos para trás, tirando o capaz de sua cabeça, dando uma visão ampla de seu rosto suave.
Os olhos de Edward se arregalaram imediatamente, enquanto ele analisava a pequena figura. Ele não conseguia acreditar no que seus olhos enxergavam naquele momento. O choque era evidente em seu rosto bonito, enquanto ele transformava sua grossa sobrancelha em uma linha perfeita. Ele apertava sua sobrancelha com força, tentando entender.
Era a mesma de anos atrás, Edward tinha certeza. Seus traços estavam mais claros e mais velhos, mas ainda era ela.
A vampira ainda era muito pequena, mostrando que tinha sido transformada com pouca idade. Aproximadamente, quatorze anos. Ou até menos que isso.
Os cabelos da pequena vampira eram grossos e ainda tinham o mesmo tom de castanho pálido. Seus cabelos caiam pelo seu rosto como uma cascata inocente, fazendo o coração de Edward se apertar.
A vampira era bastante magra e andrógina, mas com os traços bonitos demais para ser um menino. Seu rosto era magro e muito delicado, fazendo Edward se lembrar de um formado perfeito de coração. Seus olhos eram tão assustadores quanto aos de Aro. Não havia mais aquele dom verde-jade, trazendo a inocência perdida. Pelo contrario, tudo que Edward encontrou ali era grandes olhos vermelhos profundos, como grandes rubis.
Não havia maldade com a mesma intensidade de Aro naquele olhar, mas ainda incomodava. Edward sentia falta daqueles olhos verdes, trazendo a menininha dele de volta. Ele queria abraçá-la e fizer que tudo ficaria bem, mas não podia. Seus músculos estavam petrificados para ele ousar fazer qualquer coisa, além de olhar completamente chocado para aquele ser que o fazia querer chorar pela perda.
Era doloroso demais para saber que ele tinha perdido sua menininha daquele jeito.
Ele queria gritar, mas sabia que aquilo não mudaria nada. Sua garganta fez um barulho apavorado, enquanto ele prendia a respiração.
Encarando aqueles olhos profundamente, Edward encontrou um misto de confusão e receio. Então a resposta ficou clara: ela não o conhecida. Ela não se lembrava de quem ele era ou o que ele representava.
– Vejo que você já conhece a minha pequena Jane. – Aro quebrou o silêncio, sorrindo ainda mais. Ele colocou a mão no ombro da pequena vampira, a fazendo virar e o encarar por um segundo. Ela parecia assustada naquele momento, fazendo uma pergunta silenciosa para seu criador. Ela parecia uma pequena criança indefesa, com medo de Edward.
– Impossível não conhecer. – Edward sussurrou, mudando seu olhar para Aro. Suas mãos fecharam-se em punho, enquanto a raiva só aumentava. Ele sabia o que Aro queria, sabia qual era o motivo de tudo. Aro queria que ele lutasse contra Jane, mas ele e Aro sabiam que isso ele nunca poderia fazer. Mesmo que ela estivesse diferente, ele nunca poderia enxergá-la como um monstro. Nunca poderia olhá-la como se fosse o inimigo. Mesmo que ela fosse uma vampira, Edward nunca poderia olhá-la daquela forma. Bastava apenas que ele a olhasse para ver aquela menininha indefesa novamente. Para ele, ela sempre seria uma menininha pequena de colo, mesmo que ela fosse mais velha que ele. Vampiricamente falando.
Ele sempre iria vê-la como o fruto do seu amor por Yonah. Sempre a olharia como um bebê desprotegido que ele não pôde defender.
– Ela está diferente, mas ainda é ela. – a voz de Edward saiu como o próprio gelo. Seus olhos voltaram para a vampira, suspirando. Ele não poderia atacar, mas sua raiva estava incontrolável naquele momento.
Seus olhos voltaram-se para Aro, tentando encontrar uma distração. Ele não poderia perder a paciência, tudo estaria perdido se o fizesse. Ao invés disso, ele observou Aro com atenção:
Aro estava vestindo como Edward viu na visão de Alice, em preto. Suaves e longas botas pretas, jeans pretos, suéter preto, com uma jaqueta de couro preta por cima. Ele tinha o mesmo cabelo preto na altura do queixo, a mesma pele pálida e o mesmo jeito felino. O seu rosto ainda continuava o mesmo, com aqueles traços finos. Era obvio que ele estava mais novo. Na ultima vez, ele tinha a aparecia de um homem de 25 anos. Hoje, ele parecia ter 18 anos completo. Ele, certamente, devia ter encontrado o seu guardião, Félix Volturi, mas cedo. O transformando e trazendo as memórias mais cedo do que realmente necessitava.
Quando um anjo é expulso do céu assim como Aro e script>document.write(Andie) caem na Terra, eles se tornam a maldade em pessoa. Sendo assim, são mandados dois guardiões, anjos lutadores, para que eles recuperem a alma do anjo caído. No momento em que os anjos caídos tocam na Terra, sua alma é completamente destruída, os transformando em demônios.
Edward e Dean foram mandados para Terra para recuperar a alma de script>document.write(Andie), assim como Felix e Renata para recuperar a alma de Aro. Porém, Felix também se tornou um demônio, já que achava a maldade uma coisa bonita. Renata, porém, ainda está em algum lugar, tentando lutar contra o mal.
Quando um Anjo Guardião cai na Terra, eles se tornam criaturas diferentes. Um com força física suficiente para lutar contra o Anjo Caído. O outro, porém, não possui força física, mas ele tem o poder de restaurar a alma do Anjo Caído. Exatamente por isso que Edward era um vampiro e Dean era humano. Vampiros não têm sua alma completa, mas humanos sim.
Quando alguém se transforma em vampiro, perde parte de sua alma. E sem uma alma completa, nunca conseguiria restaurar outra.
Como humano, Dean ou Renata, pode restaurar a alma do Anjo Caído, o trazendo para luz. Mas, porém, eles não teriam forças físicas para lutar e prender o Anjo Caído até que sua alma fosse salva. Então, por fim, são dois guardiões.
A Terra não tinha sido feita para anjos. Então, quando um caia na Terra, deixava de ser anjo, se transformando em demônio. Por que, tudo o que não era humano desde o começo, nunca se torna humano.
Edward ainda podia se lembrar do dia em que script>document.write(Andie) e Aro foram expulsos do céu. Se ele se esforçasse muito, ainda poderia ver.
– Você realmente tem certeza do quê quer? – perguntou Deus, olhando seriamente para os olhos profundos do anjo que estava a sua frente. – Se você for, não terá mais volta. Você nunca mais poderá retornar.
– Eu sei... – sussurrou script>document.write(Andie), olhando para o chão. Seu rosto estava triste, enquanto ela parecia estar tentando se controlar. Ninguém a entendia; ninguém conseguia enxergar o quanto aquilo parecia ser errado. Ela queria respeitar o seu criador porque o amava, não porque era o seu dever. Era isso que lhe faltava: amor.
Ela queria sentir o que os humanos eram capazes de sentir. Ela não queria respeitar uma pessoa por que era o seu dever, mas sim porque ela o amava o bastante para respeitar.
Para ela, o amor era a chave de tudo. Se ela amasse, poderia respeitar sem dever ou obrigação. Era isso que a incomodava. Ela queria ser capaz de amar e respeitar sem obrigação. Sem obrigação.
No seu interior, ela não conseguia sentir simplesmente nada. Era como um corpo vário, sem sentimentos. Ali, só existia obrigação, nada mais.
Era esse o grande problema. Se seu interior era vazio, ela simplesmente não devia existir.
E se ela tivesse que deixar o seu “lar” para sentir qualquer tipo de sentimento, ela deixaria. Por que, mesmo assim, ela não conseguia se sentir triste. Ela não sentia nada.
Ela queria ser capaz de dar sua vida por outro ser apenas porque o ama. Não haveria obrigação ou dever, apenas o amor. A grande chave de tudo.
– Mas se esse é o preço que eu terei que pagar para sentir o amor. Eu pagarei. – disse ela, levantando a cabeça. Seus olhos encontraram o seu criador, mas ela não conseguia descrevê-lo. Tinha uma grande luz em volta dele. A luz era forte demais para ver seu rosto. – Eu sei que estou sendo egoísta. Mas eu preciso sentir. Entende? – ela balançou a cabeça, suspirando. – Eu sei que não entende. Nem eu mesmo entendo. – ela sorriu fracamente. Tentando encontrar as palavras certas. – Se você ama alguém, você o respeitará sem obrigação. Não por que isso é o certo, mas por que você o ama o bastante para isso. – ela olhou para o chão, desviando seus olhos. – Eu o respeito, mas não o amo. Eu me colocaria em frente ao Diabo para lhe proteger, mas não por que o amo. Eu te defenderia por que esse é o meu dever. Você me criou. Mas séria apenas isso. – ela suspirou, olhando para seu Criador. – Não é o motivo certo. Parece errado demais. Olhe para eles... – ela apontou para a Terra. – Pode existir a maldade, mas também há a bondade. Uma mãe morreria pelo filho por que o ama, não por que é sua obrigação. Ela faria de tudo para protegê-lo, ela faria tudo milhares de vezes, mas pelo motivo certo. Nossos motivos são diferentes.
– Mais você sabe que, quando tocar na Terra, sua alma será transformada. – O Grande Criador falou, olhando para o anjo a sua frente. – Você primeiro terá que se reencontrar para sentir o amor. Você terá que recuperar a bondade para saber o quanto o amor é poderoso. Você é capaz de arriscar? – as palavras dele morreram. Um silêncio tomou o local, enquanto outros anjos se juntavam á eles. – Você pôde nunca mais ser você, novamente. Você pode se tornar a maldade em pessoa. Você será capaz de arriscar?
script>document.write(Andie) desviou os olhos, pensando. Seus olhos se encontraram com um par de olhos verdes.
Ela encarou Edward, tentando tirar respostas dali. Ela não o amava, não sentia nada em relação a ele. E o mesmo acontecia com ele. Mas, ela sabia, se ela fosse capaz de amar, ela o amaria.
Ele não conseguia entender suas razões de deixar seu “lar” para ir procurar um sentimento humano. Estava tudo bem ali, nada os faltava. Então, porque ela queria partir? Edward se perguntava.
script>document.write(Andie) suspirou, voltando seus olhos para o Criador. Ela não queria deixá-lo, mas não chegava a ser realmente um sentimento. Era apenas a obrigação tomando conta. Nada mais.
– Se isso vai me fazer sentir. Eu irei arriscar. – disse ela por fim. – Eu quero entender. Então, quem sabe assim, eu possa amá-lo.
– Eu realmente sinto em te perder. – Deus pareceu sorrir. – Quando você se reencontrar, você amará. Não por que é o certo, mas porque apenas é. – disse ele, fazendo script>document.write(Andie) sorri. Aquilo era tudo o que ela queria. – Você será capaz de dar sua vida para salvar outra por amor. Você entenderá a grandeza e o poder dele. Ninguém nunca amará tanto como você.
– É apenas isso que eu quero. – disse script>document.write(Andie), sussurrando.
– Então você vai ter. – Deus andou até script>document.write(Andie). Ele passou sua mão no rosto do anjo a sua frente. Mais uma vez, ela não sentia nada. – Mas, antes, você terá que passar pela prova de fogo. Você terá que lutar pela sua humanidade. Você terá que lutar pela bondade. Então, você encontrará as respostas. Você sentirá.
– Se isso vai me fazer sentir... – ela sussurrou mais uma vez.
O Criador pegou a mão de script>document.write(Andie), a conduzindo até a saída da grande sala. script>document.write(Andie) olhou mais uma vez para o Anjo Edward, sentindo de alguma forma por não vê-lo de novo. Seus olhos se encontraram, dando um olhar que significou tantas coisas naquele momento. Então, script>document.write(Andie) teve certeza, se ela fosse capaz de amar, ela o amaria.
A mente de Edward voltou rapidamente, enquanto ele se lembrava daquele ultimo olhar. script>document.write(Andie) esteve certa o tempo todo. Você não poderia apenas respeitar uma pessoa apenas por obrigação, mas sim por que o ama.
Ela o fez entender o sentido das suas palavras naquele dia. Ela o fez sentir o amor que ambos tinham necessidade de sentir. Edward, naquele tempo, não sabia que faltava algo. Mas faltava. Falta ela e o amor que ele sentia por ela.
– Eu fico feliz que você conheça a minha pequena. Mas, sinto muito em dizer que, ela não tem a mínima idéia de quem é você. – Aro disse gravemente, trazendo Edward das memórias de tantos e tantos séculos atrás. Agora Edward conseguia enxergar o porquê de Aro ter sido expulso naquele dia. Assim como script>document.write(Andie) teve motivos bons, Aro teve motivos desprezíveis. Ele queria poder. Ele queria ser um Deus, mas ele não poderia fazer isso no céu.
Depois de alguns segundos, Edward entendeu o sentido das palavras de Edward. Aquele vampiro não poderia ter apagado as memórias de Jane, mas era claro que ele tinha feito. Sem memórias, era mais fácil manipulá-la.
– Você não tinha esse direito! – gritou Edward entre dentes, rosnando e pulando em Aro, os levando ao chão.
Edward socou Aro com todas as forças de seu corpo, segurando o corpo de Aro no chão. Aro se debatia com força, tentando se livrar de Edward, mas sem grande sucesso.
– Jane. – Aro sussurrou simplesmente.
Uma dor insuportável atacou Edward no mesmo segundo. O corpo de Edward caiu para trás no mesmo segundo, enquanto ele se contorcia de dor no chão. Instantaneamente, gritos agudos saíram de seus lábios. Aquela dor era completamente torturante. Era como se milhares de agulhas estivessem furando o seu corpo, misturado com um fogo apavorante. Era como se puro acido corresse em seu corpo, o fazendo gritar mais ainda.
Aro se levantou do chão, passando suas mãos pelas roupas, as limpando. Um sorriso diabólico estava estampado em seu rosto bonito, enquanto ele olhava para Edward. Ele se divertia com aquilo, sentindo a vingança em seu corpo.
– Mais forte Jane. – Aro disse, olhando para a vampira. – Eu quase não o escuto gritar.
Então, como se não fosse possível, a dor ficou pior. Edward queria que Aro terminasse com aquilo ali mesmo. Tudo o que ele realmente queria era a morte. Ele queria que aquilo passasse... Então, o rosto dela apareceu em sua mente.
Ele não poderia ter sido mais fraco. Ele tinha que lutar, mesmo não sabendo como. Ele tinha que lutar por script>document.write(Andie). Ele tinha que salvar sua alma de uma vez por todos. Ele tinha que tirar a escuridão que havia em seu coração. Ele não podia desistir assim. A alma dela era bem mais importante do que a dor, muito mais.
Ele tentou afastar a dor, se convencendo que aquilo era apenas uma ilusão, mas falhou no momento em que ele sentiu um fogo subindo por sua perna. Aquele fogo não era fruto da sua imaginação, ele realmente estava lá.
Edward tentou apagar o fogo, mas isso só fez Aro rir mais e mais.
– Você pode tentar, mas não vai conseguir. – Aro disse se abaixando na frente de Edward. – Essa noite realmente vai ser muito longa. – murmurou, sorrindo. – Mas, como eu não estou sentindo nada, eu não me importo de ficar aqui quanto tempo for preciso.
Aro se levantou, andando até uma árvore de carvalho e se encostando dela. Seus olhos sorriam, se divertindo com a dor de Edward. Nos seus olhos, Edward percebeu que seria o fim. No fundo, ele sempre soube que nunca séria capaz de lutar contra Aro. Ele não poderia lutar contra a pequena Jane, mesmo que ela o provocasse dor.
Ela era sua filha, assim como Alec. Ele nunca poderia fazer nada em relação a isso. Eles eram filhos do amor de Yonah e Heath. Ele os amava assim como amava script>document.write(Andie), nada poderia ser feito.
Ele tinha perdido. Nada poderia mudar aquilo, nem mesmo script>document.write(Andie). Edward tinha feito tudo o que pôde, mas nem assim foi o bastante. Ele tinha falhado com ela, mais uma vez.
Ele não pôde cumprir a promessa de mantê-la viva e salva.
Então, naquele momento, Edward teve certeza de uma coisa: tinha sido bom ele dizer para script>document.write(Andie) que não voltaria. Tinha sido bom ele não lhe contar a verdade. Ela passaria muito tempo achando que ele estaria viajando com Bree. Ela, por algum tempo, poderia viver sem se preocupar com a escuridão. Dean estaria lá por ela, essa era a única coisa que reconfortava Edward.
As memórias de Edward invadiam sua mente, o fazendo fechar os olhos. Ele queria poder dizer a script>document.write(Andie) que sentia muito. Ele queria dizer que a amava, mesmo que ela não acreditasse. Ele queria memorizar o seu rosto para sempre.
Ela sempre esteve certa, deste o começo. Uma vida sem amor não era vida.
A mente de Edward viajava por entre as grossas paredes do tempo. Nas memórias, ele encontrava refugio. Ele encontrava script>document.write(Andie) de novo.
Ele acariciava seu rosto e dizia que tudo ficaria bem, mesmo que não ficasse realmente. Ela sorria, acreditando em suas palavras. Edward se chocava, tentando entender o porquê dela ter escolhido justo ele.
Edward não era perfeito. Tinha seus defeitos e tinha suas qualidades, mesmo sendo um vampiro. Ele tinha cometido seus erros. Tinha cometido suas ações boas. Mas, mesmo assim, ele não conseguia entender o porquê de ser ele.
Ele não merecia o amor dela, mas, mesmo assim, ela o amava. Ela o entregou seu coração.
Ela acreditava em suas palavras, mesmo se o mundo inteiro não acreditasse. Isso tudo só deixava mais e mais duvidas na cabeça de Edward.
Ele nunca tinha sido melhor que ninguém e, mesmo assim, ela o escolheu. Ele realmente morreria sem entender aquilo.
O mundo parecia estar ficando cada vez mais silencioso para Edward. Ele já nem escutava mais seus gritos, mas sabia que estava gritando com todas as suas forças. Sua garganta ardia muito, como se ali tivesse larva quente. Mas ele não se importava, continuava gritando. Ele sabia que não melhoraria se gritasse – pelo contrario –, mas ele não conseguia impedir. Era como se fosse uma reação natural, ele nem mesmo pensava antes de gritar. Ele nem queria gritar. Apenas o fazia com todas as suas forças. Como se sua vida dependesse disso.
Edward se lembrou de quando venho para Terra. Tudo era tão novo para ele. Os sentimentos eram tão desconhecidos. Ele enxergava o mundo completamente diferente do que antes. Como se o mundo tivesse um brilho a mais.
Ele não sabia por onde iria começar a procurar script>document.write(Andie), mas sabia que tinha que encontrá-la antes que ela matasse mais inocentes. Por ela querer sentir amor antes de chegar a Terra, esse sentimento era tudo o que ela não tinha quando chegou. Ela se tornou um ser completamente maligno.
Quando Edward a viu pela primeira vez depois de sua chegada, foi como ser o seu pior pesadelo. Definitivamente, não era a mesma script>document.write(Andie). Ela tinha perdido tudo de bom que existia nela, deixando o mal reinar por muito tempo.
Entretanto, no instante que Edward olhou no fundo daqueles olhos, ele soube.
Um sentimento completamente desconhecido apareceu em seu coração. Mal sabia ele que, aquele sentimento estaria em seu coração por muito tempo. Sua alma – ou pelo menos a parte que restou – estava completamente transbordada. Ele a amou desde aquele dia. Mesmo ela sendo um monstro, mesmo que ela matasse, ele ainda a amava. E naquele momento, ele prometeu que não a deixaria nunca mais. Ele cuidaria de sua alma. Ele arrancaria aquela escuridão de seu interior, a fazendo de volta para luz. Aquele era o destino dele. Sempre foi.
O destino dele era a amar, mesmo antes dele saber que poderia. O destino dele era proteger ela, mesmo que tivesse que morrer por isso.
Tantos anos se passaram depois disso. Várias vidas se passaram como se fossem apenas borrões. Eles se amaram quem cada uma delas, lutando um pelo outro.
Eles tinham sido pessoas tão diferentes em cada uma dessas vidas, mas o amor continuava o mesmo, sempre.
Eles estavam presos em um ciclo sem fim, onde Edward sempre via sua amada morrer no final. Aquilo nunca teria fim, não se Aro não fosse destruído. Não se a escuridão não posse destruída.
Para salvar script>document.write(Andie), teria que salvar Aro. Teria que trazer sua alma de volta para luz, para acabar com as trevas do coração de script>document.write(Andie) também. E isso sim era uma missão impossível, Edward sabia.
Esse mantra foi o ultimo pensamento coerente que surgiu na mente de Edward:
Teria que salvar Aro para acabar de uma vez por todas com o outro lado de script>document.write(Andie)...
Notas da Autora:
Hey, amores! Como têm passado nessas ultimas semanas?
Espero não ter chateado vocês demais por não ter postado antes.
Eu realmente não pude postar antes, estava com alguns problemas pessoais.
Mas, agora, voltei à ativa. Voltei a escrever todas as fanfics postadas aqui no blog.
Logo, logo muitas novidades virão por ai.
Agora, falando sobre o capítulo...
Espero não ter desapontado vocês com os capítulos. Eu, realmente, não consegui me decidir se ele ficou bom ou não.
Essa idéia de anjos é a minha idéia inicial desde o começa da fanfic. Eu sempre soube que isso aconteceria, mas não sei se realmente está boa à idéia.
Na verdade, eu já tenho a fanfic inteira na minha cabeça e isso, definitivamente, é essa a idéia da fic.
Espero que tenham gostado desse capítulo. E se não gostaram, espero que não me abandone. Prometo me esforçar para melhorar cada vez mais e mais.
O quê acharam dessa loucura toda? Acham que precisa melhorar alguma coisa? Me avisem, meninas.
Mudando de assunto um pouco... Eu tenho que dizer que a script>document.write(Andie) não sofrerá por muito tempo. Na verdade, esse foi o fim do seu sofrimento.
Isso tudo tinha que acontecer, era a única maneira de fazer com que o “lance” entre script>document.write(Andie) e Jacob terminasse para sempre.
Gente, o nosso lobinho tem que parar de sofrer e isso tudo foi mais por causa dele, confesso.
E, também, ele tem que abrir o seu coração para um novo amor ( as meninas da promo sabem disso).
Bom, isso é tudo. Eu acabei escrevendo um texto aqui, e me desculpem por isso.
Mas é que, realmente, eu tinha que esclarecer algumas coisas.
Beijos e mais beijos. Adoro todas vocês. Na verdade, eu amo todas vocês.
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