Capítulo 01:
Infância
Quantas vezes você me disse que ama ela?
As mesmas tantas vezes que eu quis te dizer a verdade.
Há quanto tempo que estou aqui ao seu lado?
Eu vivo através de você, você olhou através de mim.
Oh, solidão, ainda comigo é só você.
Oh, solidão, eu não consigo me afastar de você.
Quantas vezes eu fiz isso comigo mesma?
Quanto tempo vai demorar antes que eu veja?
Quando esse buraco no meu coração vai ser remendado?
Na
Península Olímpica, no noroeste do estado de Washington, nos Estados Unidos,
existe uma cidadezinha chamada Forks que estava quase que constantemente
coberta por nuvens. Nessa cidade desimportante chove mais do que em qualquer
outro lugar do país.
Eu
simplesmente amo Forks. Não consigo imaginar minha vida em outro lugar.
Sempre
morei aqui, para ser mais sincera, nunca sai daqui. Nem mesmo para outra cidade
ou até mesmo estado.
O
único lugar que sempre visito è as pequenas praias La Push.
Tenho
muitas lembranças da minha infância lá. Minha mãe trabalhava muito, então, me
deixava na casa da minha doce tia Sue.
Meu
pai sempre estava presente, até mesmo, quando o casamento ele com minha mãe
acabou.
Agora
ele também mora lá em La Push, o visito todos os finais de semana.
Sempre
fui muito próxima de meu pai, até mais, que meu irmão mais velho Eric.
Ele
sempre estava implicando comigo, mais agora tudo mudou. Nós éramos muito
unidos.
Sempre
que visito La Push meu coração se enche de alegria. Especialmente,
principalmente, por um único motivo, e esse motivo tinha um único nome, Jacob
Black.
Ele
sempre fora um amigo pra mim, até que, um dia descobri que meu pobre coração
morria de amores por ele.
Só
que meu pobre sentimento não era correspondido. Jacob tinha uma namorada que se
chamava Isabella Swan.
Bella
sempre fora como uma irmã pra mim, até que, um dia ela me disse que era
loucamente apaixonada por Jacob.
Nunca
a culpei. Afinal, quem não se apaixonaria por Jacob?
Bella
e eu estudávamos na pequena e única escola de Forks. E isso complicava
tudo. Meus sentimentos nunca seriam correspondidos.
Bella
era uma garota bonita de grandes olhos chocolate, seus cabelos castanhos
avermelhados, levemente ondulados. Apesar de eu sempre achar que ela era muito
branca, sua pele só perdia para o giz.
Enquanto
eu, dona de longos cabelos escuros, levemente ondulados nas pontas; Meus olhos
eram um pouco puxados cor de mel, eu podia perfeitamente me passar por
descendente japonesa. Apesar de não ter nada haver. Minha pele era morena -
mais isso era típico dos descendentes da pequena tribo indígena Quileute.
Todos
os meus parentes paternos eram Quileutes, por tanto, eu era uma Quileute,
também.
Meu
pai sempre contava histórias da tribo para meu irmão e eu. Meu irmão nunca
ligou muito pra isso, ele dizia que era apenas bobagens, diferente de
mim.
Não
culpo o meu irmão, as histórias saiam da realidade, mas era isso que me
fascinava. Sempre gostei de histórias assim, sempre vivi no mundo da fantasia,
diferente de Eric que sempre teve seus pés no chão.
O
sorriso de Jacob invadiu minha mente, deixando uma trilha de dor, por onde
passava.
Eu
sempre gostei dele, até mesmo quando ele me disse que era loucamente apaixonado
por Bella. Parecia que meu coração só tinha espaço pra ele nessa área.
Escutei
um barulho do lado de fora do carro, me fazendo fitar a noite.
Estava
escuro demais para eu poder ver alguma coisa. Meu coração acelerou por causa do
medo.
Eu
ainda continuava a encarar o nada. Foi quando eu vi um vulto se
aproximando.
- Oi.
- disse Jacob batendo no vidro do velho carro de minha mãe. - Vai me deixar
aqui? - fez ele uma careta ainda batendo no vidro.
Continuei
tentando acalmar meu coração, mais agora tinha ficado impossível com a presença
de Jacob.
- Vai
me deixar na chuva, mesmo? - continuou ele.
Abri
a porta rapidamente tentando não encostar em Jacob.
-
Nossa, eu pensei que você me deixaria lá fora. - afirmou ele entrando no carro
escuro.
-
Não, eu nunca faria isso! - ele sorri com a minha afirmação. - Mais você me
assustou, muito.
- Foi
mal, não foi a minha intenção!
-
Tudo bem, só não faça isso novamente, ok? - peguei meu celular no painel do
carro, sem encostar em Jacob.
-
Nossa já é muito tarde! - eu estava muito constrangida de estar muito
próxima de Jacob.
Ele
estava lindo, como de costume. Seus cabelos negros estavam molhados pela chuva
que caia desesperadamente em La Push.
Não
pude deixar de estremecer quando percebi que ele estava sem camisa, deixando a
mostra seu perfeito peitoral, musculoso.
Ele
não era mais o menino magrelo de antes, seu corpo já estava perfeitamente
evoluído.
- Não
tem camisa, não? - perguntei apontando para seu peito nu.
- Ah.
- ele passou sua mão pelo cabelo molhado, constrangido. - Sabe como é,
né?
-
Sei? - levantei uma sobrancelha, tentando ao máximo não rir da careta estampado
em seu lindo rosto.
- O
quê está fazendo aqui? - mudou ele de assunto. - Já está muito tarde!
- Vim
ver o meu pai. Hoje é sábado.
- Não
tem como passar de carro. Há chuva está muito forte. - apontou com a cabeça
para a chuva.
- Eu
sei, por isso estou aqui.
-
Você pode ficar na minha casa, até a chuva passar. É a casa mais próxima
daqui.
Não
suportava a idéia de ir até lá, não podia ficar mais perto dele, sem meu
coração doer.
-
Não, estou bem aqui. Volte para casa Jacob!
-
Você não quer a minha companhia? - fez ele uma cara de falsa chateação.
- Não
é isso, mais Bella pode não gostar. Afinal, estamos no meio do nada,
sozinhos.
- Até
parece que Bella vai ligar para isso. Todos sabem que você é como uma das
minhas irmãs.
As
palavras dele eram como garras afiadas indo diretamente para o meu encontro.
Logo as lágrimas estavam em meus olhos, tentei ao máximo segurá-las, mais fora
tarde demais.
-O
quê foi? - perguntou ele se aproximando mais de mim.
- Não
é nada. - limpei as lágrimas que caiam ferozmente pelo meu rosto. - É melhor
você ir embora.
-
Claro que não! Eu não vou deixar você aqui, desse jeito!
Senti
seus braços em minha volta. Fechei meus olhos para tentar esquecer da
aproximação.
-
Será que não entende? - sussurrou ele em meu ouvido, fazendo-me estremecer. -
Você é como uma irmã para mim. Nunca a deixarei... Nunca. Conte-me o que está
acontecendo. - ele ficou esperando eu começar a falar, mais isso nunca
aconteceria. - Por favor... - implorou ele.
Tentei
não pensar na dor que invadia meu peito, ele nunca me amara como eu precisava.
Essa era uma luta perdida.
Jacob
amava Bella desde que éramos crianças, eu o entendia perfeitamente. Até mais
que queria entender.
- É
algo com sua mãe? - continuo ele. Balancei minha cabeça em negação.
- Não
é nada disso Jake. - sussurrei em seus braços.
-
Então me conte, talvez eu possa ajudar. Eu quero ajudar!
-
Você pode... - deixei escapar.
Como
eu poderia deixar escapar uma coisa dessas? Claro que ele podia, ele era o
único que poderia.
Os
minutos foram se fossando e o silêncio estava me matando. Eu precisava ouvir
aquela voz rouca em meu ouvido.
-
Jacob eu te amo! – sussurrei. Não podia mais guardar esse segredo.
- Eu
sei..somos amigos há muito tempo...
- Não
é desse jeito. - o interrompi.
-
Então, é como?
No
começo tive medo de lhe contar toda a verdade, mais parecia que esse era o
único jeito de afastar a angustia que estava alojada em meu peito.
- Eu
sempre te amei... Sei que não deveria. Afinal, você ama a Bella, mais..- me dei
conta do que estava fazendo. Não queria que fosse assim.Não queria que ele
sentisse pena de mim. -Esqueça tudo o que falei.
-
Como esquecer? Você diz uma coisa dessas e fala para esquecer? - senti a raiva
em sua rouca voz.
Eu
sabia que seria assim, eu sempre soube.
Tinha
perdido o único amor que Jacob me dera: á amizade.
Agora
a dor era evidente, meu rosto se desfez.
Não
restava mais nada, eu já tinha caído no mar sem fim. Agora as lágrimas escoriam
pelo meu rosto sem freio, não tive forças para detê-las.
Jacob
se afastou um pouco de mim, e pude ver seu peito molhado pelas minhas lágrimas.
Desviei meus olhos de seu peito para a escuridão fora do carro. Eu não podia
encontrar seus lindos olhos negros cheios de pena.
-
? - perguntou ele num
sussurro.
-
Sim? - suspirei me enchendo de coragem para encontrar aqueles olhos.
Quando
meus olhos encontram os dele tive a impressão de ver compreensão.
Mais
eu não podia ter falsas esperanças. Eu tinha que entender e colocar na minha
cabeça que Jacob nunca me amaria.
Jacob
foi se aproximando de mim lentamente, no começo não entendi, mais quando seus
lábios encontraram os meus, era como se tudo estivesse se esclarecido.
Coloquei
minha mão nos cabelos negros de Jacob o puxando mais para mim. Sua mão foi para
a minha cintura, fazendo nossos corpos se encontrarem ainda mais. Se é que isso
é possível.
O
beijo foi ficando mais exigente, e os lábios de Jacob devoravam os meus com
impaciência.
Sua
mão direita estava na minha coxa, aquele toque me fez gemer baixinho.
A
imagem de Bella veio a minha cabeça, fazendo-me sentir a culpa e o remorso que
me invadiram.
Ela
não era uma má pessoa, sempre gostei muito dela.
Paralisei
no mesmo instante, saindo dos braços de Jacob.
-
Jake... Eu sinto muito! - sussurrei com a minha voz tremula pela culpa.
- Não
foi você quem me beijou, portanto a culpa não é sua. - suspirou Jacob. - Me
perdoe .
- Não
tenho nada há perdoar. Você sabe que eu sempre quis isso? Mais não
assim...
Minhas
palavras foram interrompidas pelo toque do celular que estava no banco.
Não
pude deixar de fazer uma cara de choque quando vi quem estava ligando.
-Alô?
- atendi com a voz ainda tremula pela culpa.
- Oi,
tudo bem? - perguntou Bella com sua voz fraca.
-
Estou e você? - olhei para Jacob, que escutava a conversa ao longe.
-
Estou ótima. Tenho uma ótima noticia para lhe dar! - gritou ela, no outro
lado.
-
Fale. - a encorajei.
-
Jacob me pediu em casamento. Não é incrível? Eu quero que você seja a nossa
madrinha. O quê você acha? - perguntou ela cravando uma estaca no meu
coração.
Tentei
encontrar as palavras em meio ao desespero, mais eu estava
paralisada.
-
Você ainda esta ai? - perguntou Bella preocupada.
-
Estou. Só estava pensando... - respondi, encontrando a minha voz.
-
Então o que você acha? - continuou ela.
- É
uma notícia que me pegou de surpresa...
- É
seu sei. Pegou-me também. - suspirou ela.
- O
quê foi? - perguntei preocupada.
-
Depois eu te conto. Tenho que ir dormi. Amanhã eu tenho que fazer muitas
coisas.
-Têm?
- perguntei sem animo.
- Vou
arrumar os preparativos. - cravou mais ainda a estaca em meu coração.
-
Mais você só está no colegial. Vai te prejudicar. - não pude disfarça a
agonia.
-
Tenho mesmo que desligar. Tchau. - desligou na minha cara.
Ela
havia jogado uma bomba em meu colo que estava preste a explodir. Não queria
pensar quando explodisse, doeria demais.
“Foi
tarde, demais.”- disse mentalmente a mim mesma. - “Essa luta, ou melhor,
guerra, eu tinha perdido. Não havia nada a se fazer.” - acrescentei.
-
? - perguntou Jacob me
tirando das lamentações.
Tinha
esquecido totalmente da presença de Jacob. Ele estava me encarando com seus
olhos negros cheios de preocupação.
-
Sim, Jacob? - respondi me virando para encará-lo.
- Eu
ia te contar... - sua voz saiu tão baixa que quase não pude ouvir.
-
Você não têm nada que se explicar. - me esforcei para não implorar que ele não
se casasse e ficasse comigo. - Está tudo bem.
- Eu
queria ter te falado antes, mais...
-
Bella contaria primeiro. Afinal, somos amigas. - interrompi. - Eu sabia que um
dia aconteceria. - suspirei. - Você a ama, é normal.
- Não
é nada isso. - Jacob parou de falar, como se estivesse com medo. - Bella está
grávida.
- O
quê? - gritei.
- È,
eu sei. - suspirou, depois pegou a minha mão esquerda. - Eu sempre te amei.
Mais nunca passou pela minha cabeça que você também me amava. -
confessou.
Sempre
sonhei com aquele momento, mais não daquele jeito. Tudo indicava que eu nunca o
teria. Nunca...
-
Jacob está ficando tarde. - olhei para a noite. Agora estava chovendo
levemente. - Tenho que ir. Se você quiser te deixo em casa.
Ele
pensou por uns instantes, segurando o rosto com a mão livre. A preocupação era
evidente.
-Ta.
- foi tudo o que ele disse.
Dirigi
lentamente pelas estradas de La Push. Prestei muita atenção nas estradas de
terra, tentando, me esforçando, para não pensar. Avistei a cada de Jacob ao
longe.
A
casa dos Black era muito parecida com a casa que meu pai estava morando. Uma
pequena casa de madeira com janelas apertadas, a pintura fraca desgastada a
deixava parecida com um celeiro.
Estacionei
na frente da pequena varanda, me virei para fitar Jacob que estava muito
quieto.
-
Bom, chegamos. - avisei.
- Vai
ficar amanhã em La Push? - perguntou ele levantando sua grossa
sobrancelha.
- Não
sei. - admiti. -Tenho umas coisas pra fazer.
-
Posso saber? - perguntou ele.
-
Pode. - sussurrei. - Vou sair com umas pessoas da escola.
-
Ah... - Jacob abriu o meu sorriso preferido. - Está trocando o povo da reserva,
pelos caras pálidas?
-
Claro que não. - liguei o carro. - Mais é bom se misturar.
-Está
com tanta presa, assim?
-Está
ficando tarde. - menti. O real motivo era que se eu ficasse doeria muito mais,
mas tarde. - Meu pai deve estar preocupado.
-
Mande lembranças minhas a ele. - ele se levando e saiu do carro. - Depois a
gente se fala?
-
Claro. - menti.
Eu
tinha que sair de perto de Jacob, antes que minha mascara se desmantelasse bem
em sua frente.
-
Então, até mais tarde. – despediu-se ele.
-
Até. - respondi.
Liguei
o carro ainda com a mascara em meu rosto. Mais não demorou muito, ela estava
quebrada. As lágrimas invadiram o meu rosto, não consegui mais ver a estrada a
minha frente. Estacionei o carro entre as árvores.
Não
podia chegar na casa do meu pai daquele jeito.
Fiquei
minutos chorando, mais a dor não diminuía, só aumentava.
O
grito estava preso em minha garganta, mais não tinha ninguém para me ver
daquele jeito.
Gritei
como uma louca, mais no fundo eu estava ficando mesmo. Bati minha cabeça com
força contra o volante.
Dei-me
conte só quando vi os raios de sol, que fizeram meus olhos arderem.
Pequei
meu celular, que estava agora dentro do porta luvas. Tinha sete chamadas não
atendidas. Suspirei, não estava com cabeça para conversar com ninguém.
Meu
celular começou a vibrar na minha mão, o encarei por alguns
instantes.
-
Alô? - atendi.
-
Onde você está, ? -
perguntou minha mãe.
- Em
La Push. Por quê?
- Seu
pai está preocupado. Ele me ligou e disse que você não apareceu.
-
Estava chovendo muito. Então encostei o carro e acabei dormindo. - menti. Eu
não tinha pregado o olho a noite inteira.
-
Está vindo pra cá? - perguntou ela, preocupada.
-
Sim, até daqui a pouco. - desliguei o telefone.
Fiquei
olhando as árvores por uns segundos, até que decidi dar um passeio até a praia.
Ninguém estaria lá tão cedo.
Sai
do carro e andei pelas trilas que davam até a praia mais próxima.
O mar
estava lindo. A água estava bem clara. Então, notei que estava fazendo
sol, isso era muito raro em La Push, em Forks.
Tirei
meu tênis e caminhei pela areia macia. Respirei fundo, tentando prender aquele
perfume em meus pulmões.
Eu
realmente amava tudo aqui. Isso sempre fora a única coisa que me
acalmava.
- O
quê está fazendo aqui, tão cedo? - perguntou Leah.
Ela realmente
me assustou, o que não era nada difícil.
Minha
prima estava segurando seus sapatos na mão, como eu fizera.
- Só
dando umas voltas. - me sentei na areia. Sem ligar para minhas roupas. Leah fez
o mesmo. - E você?
- Vou
encontrar Sam, aqui. - ela suspirou. - Ele está muito estranho
ultimamente.
- Eu
percebi. - respondi ao seu comentário.
- Sam
está diferente desde que aquele tal de Cullen apareceu. - disse ela.
- Não
tive oportunidade de vê-lo. - suspirei. - Dizem que ele tem uma beleza incomum.
- Tem
uma coisa que estou pensando há algum tempo. - ela pegou minha mão.
Leah
e eu éramos muito amigas, na verdade ela era a minha melhor amiga.
-
Lembra das lendas, do nosso povo? - perguntou ela.
Claro
que lembrava, eu simplesmente amava aquelas histórias.
-
Sim. Por quê? - eu queria saber o que os Cullen tinha haver com isso.
- O
nosso povo fez um trato com aqueles frios. - Leah fez uma careta que me fez
rir. - O nome da tal família era Cullen. Será que não são os mesmos?
Minha
prima tinha razão, será que eles eram os mesmos?
Levantei-me
num pulo da areia.
- Eu
tenho que ir! - ela também se levantou. - Vou tentar descobrir isso, sobre os
Cullen. Depois te conto.
Já
estava andando me afastando de Leah, quando senti uma mão quente pegar meu braço.
-
Leah, você está bem? - perguntei preocupada.
-
Sim, por quê? - perguntou ela em resposta.
-
Você está muito quente. – eu não poderia deixa aquela dor me afastar de
minha família. -Venha, vou te levar ao medico.
Peguei
o braço de Leah a puxando pelo caminho que saia da praia.
-
Não, eu estou bem! - gritou ela. -Tenho que esperar o Sam!
-Ta.
- a soltei.
-
Nossa prima Emily vem nos visitar depois de amanhã. -avisou-me ela.
Tinha
me esquecido totalmente da visita da minha outra prima Emily.
- Estarei
aqui! - gritei, saindo correndo.
Fui
diretamente para a casa do meu pai.
A
casa estava completamente vazia. Sem testemunhas.
Subi
as estadas lentamente, tentando não pensar em Jacob. Mais isso para mim
era uma coisa impossível.
Ele
se casaria com Bella, e seria pai.
Nunca
tive muitas chances em relação a ele, mais agora nada mais adiantava. Eu tinha
o perdido. Tinha perdido a pessoa que mais amava na vida.
Eu só
queria que ele fosse realmente feliz.
Era
muito estranho imaginar Jacob com um bebêzinho nos braços. Eu tinha que me
acostumar. Ele estava saindo da minha vida, mais não do meu coração.
Talvez nunca saísse!
- O
quê está fazendo ai, parada no meio da escada? -perguntou Eric, me dando
um baita susto.
-
Pensei que não tinha ninguém aqui. - me virei para ver meu irmão que estava
ainda no primeiro degrau da enorme escada.
-
Você sumiu. - ele passou a mão em seus cabelos pretos. - Já estava quase
ligando para a policia.
- Eu
sei que você me ama irmão. - eu realmente estava precisando tirar com a
cara de Eric. - Você não ficou nem um dia sem me ver, e já estava entrando em
depressão. - coloquei minha mão esquerda na cabeça. -Oh, como ele me ama!
-
Chega de tirar com a minha cara. - ordenou ele. -Estava preocupado com
você!
-
Porque estaria? - perguntei curiosa.
- Eu
sei que você sabe que o Jake vai se casar. - começou ele. - E como eu sei que
você arrasta um caminhão por ele. Pensei que você estaria precisando de
mim.
Mesmo
que eu fugisse, Jacob sempre aparecia em minha vida.
- Está
tudo bem. - menti. - Ele não era tão importante.
-
Sei... - ele suspirou. - Se você precisar estou aqui.Não se esqueça!
- Não
me esquecerei. -terminei de subir os degraus que faltavam. - Onde está
indo tão elegante?
- Vou
visitar a Anne! - ele estava com um sorriso de orelha a orelha.
Pelo
menos um na família tinha sorte no amor!
-
Mande lembranças minha! - gritei entrando no corredor onde ficavam os
quartos.
O
corredor era bem claro, fora eu mesma que escolhi as cores.
Tinha
três portas no corredor.
Do
lado esquerdo ficava a porta que dava para o quarto do meu irmão; Também tinha
outra porta no lado esquerdo, que era o quarto do meu pai.
A
única porta que tinha no lado direito era a porta do meu quanto. Entrei. Meu
irmão e eu tínhamos dois quart⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪ 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪ 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀inar
as cores, e roxo e rosa bebê combinava.
Tinha
uma escrivaninha no lado esquerdo da cama. No lado direito ficava o meu armário
de roupas e outras coisa. E também ficava a janela de madeira. A cortina da
janela era azul bebê.
Mesmo
não tendo dormido a noite, eu não estava nenhum pouco cansada, pelo contrario.
Andei lentamente para o meu banheiro, que ficava no lado direito do
quarto.
Tomei
um banho bem demorado, para tentar esquecer tudo, mais como sempre, Jacob
sempre estava em meus pensamentos.
Col⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪⨪耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 耀耀 o
e sempre fora simpático. Escutei batida na porta, e foi imediatamente ver quem
era.
Bella
estava com seus cabelos castanhos presos num rabo de cavalo. Ela usava uma
calça preta e uma camiseta regata rosa. Quando me viu seu sorriso
alargou.
-
Entre! - fiz final que ela entrasse na pequena casa.
- Eu
vim te trazer, pessoalmente, o convite do meu casamento. - ela esticou um
envelope azul para mim.
"Você está convidada a
comparecer há união de Isabella Swan e Jacob Black.
Contamos com a sua presença!
Este evento acontecerá na igreja
de La Push, no dia 17 de janeiro, às 20 horas.”
Li o
convide lentamente tentando não desmoronar bem na frente de Bella. Afinal, ela
era a noiva. O casamento seria em poucas semanas, hoje era dia oito,
segunda-feira.
-
Você vai estar ocupada neste dia? -perguntou ela, vendo a tristeza que
não pude disfarça.
- Não
é isso. - eu tinha que inventar um bom motivo. - Esse dia será ótimo.
- Que
bom que está ótimo pra você. - sua felicidade estava me matando. -Tenho que
entregar os outros convites. Te vejo mais tarde?
- Não
sei. - apertei o convite contra meus dedos. -Tenho muitas coisas a fazer
hoje.
Levei
Bella até a porta vendo a alegria que emanava dela. Fiquei a observado partir
com um sorriso estampado em seus lábios.
Estava
perto demais.
O dia estava muito perto.
Não
sentia inveja de Bella, por nenhum segundo senti. Mais a dor estava cada vez
mais forte, a dor que estava no meu peito.
Corri
para meu quarto, eu me deitei na minha cama alguns minutos depois. Era uma
coisa assustadora, essa sensação de que um buraco havia sido construído no meu
peito, fazendo meus órgãos vitais pararem de funcionar e deixando-os em
trapos.
Racionalmente,
eu sabia que meus pulmões deviam estar intactos, mas mesmo assim, eu lutava por
ar e minha cabeça rodava como se os meus esforços me levassem a nada. Eu me
curvei, abraçando minhas costelas pra me manter junta. Porque tudo aquilo era
um pesadelo real, e eu estava bem no meio dele, onde tudo estava se destruindo,
onde tudo estava se desmantelando. E a dor era torturante.
N/a:
Oi meus amores, como todos vocês sabem, eu venho escrevendo essa fic há muito
tempo, mas só agora irei postar aqui, no blog, a fic. Primeiro, eu gostaria de
agradecer a Ane e as meninas do seu blog por darem um lugarzinho para a minha
filha lá.
Obrigada
mesmo, meninas, não seria nada sem vocês.
Beijos,
e espero que gostem.
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